28 de dezembro de 2014 | Estilo | Texto: | Ilustração: Laura Viana
No look do Ano Novo, cabe um arco íris inteiro de liberdade!

 

É chegado o momento em que daremos adeus ao ano de 2014. Para muitos um ano supimpa, para tantos outros, com detalhes a desejar. Mas, o mais importante é que começam as maratonas do “pula onda”, “abre a espumante”. Alguns também esperam pelos fogos, comem lentilha e ficam cantarolando o “adeus ano velho e feliz ano novo…”

Enfim, partilhamos de diversas tradições, ou não, e, para combinar com a editoria mais fashion-crítica da Capitolina, em seu último texto do ano, o assunto de hoje é simbologia das cores. Porém, vamos dar um giro por significados infinitos, porque se a paleta de cores é interminável, meu bem, suas simbologias são ainda mais!

Uma viagem pelo mundo e o mundo das cores:

Você conhece a Wiphala? Uma bandeira quadricular com as sete cores do arco-íris (kurmi), utilizada por algumas etnias nas Cordilheiras do Andes. A tradicional é um simbolo do estado Boliviano e vem com as cores vermelho, laranja, amarelo, branco, verde, azul e violeta, mas também existem diversas variantes dela. E, se para o Réveillon da maioria dos mercados brasileiros o branco significa paz, para os povos andinos, representa o tempo e a dialética (jaya-pacha).

Na China, a cor do ano novo é o vermelho. Sim, aqui no Brasil sempre associamos o tom à paixão, mas para os chineses, significa celebração, boa sorte e felicidade. Já na Índia, simboliza a pureza e no Japão, a vida

Se para os brasileiros o amor se encontra no vermelho, para os japoneses, o laranja que representa o sentimento. Essa tradição nacional de associar o vermelho à paixão foi herdada dos europeus, que acreditam que a cor também representa a excitação.

Para as religiões de matriz africana, como por exemplo, o Candomblé, a cor representa Iansã/Oyá, Orixá que tem como elemento natural o fogo e os ventos, é corajosa e dona de uma personalidade fortíssima, enquanto na Umbanda, a cor representa Ogum, o Orixá da guerra.

Seguindo as tradicionais cores dos looks de Ano Novo, se para muitos, o amarelo representa o dinheiro e a fartura, no México e no Egito significa o luto. O dito do verde, que a maioria de nós conhece como a cor da esperança, na Indonésia é uma cor proibida e, na Malásia, está associado com a ideia de perigo.

Já o violeta costuma ser associado por aqui a uma cor energizante e de sabedoria, enquanto na América do Norte e em alguns países da Europa, está ligado a elemento da realeza e na China também simboliza a nobreza. Já na Índia está ligado à ressurreição, enquanto que, na Tailândia, significa o luto

O “pretinho básico” também tem infinitos sentidos e, na virada, é ligado à unidade das cores, ao mesmo tempo em que, para diversas culturas, é o tom do luto. Na Tailândia e no Tibete, representa o mal e a má sorte. Já para os chineses, é a cor da confiança e alta qualidade.

E se a cor da paz no Ano Novo brasileiro é o branco, dito como representante da pureza, na Colômbia é o azul que representa a limpeza.

São inúmeros sentidos atribuídos às cores, que de tão infinitas, são encantadoras. Aqui não estão todas elas, mas na liberdade, a encontraremos em sua infinitude. Vamos então, entrando no clima do adeus ao ano velho, mas nos vemos em 2015, com muitas postagens de Moda & Beleza.

É chegada a hora da virada e o mundo é um arco-íris, nele cabem todas as cores, simbologias e principalmente: a que você quiser para o seu look!

 

Capitolina adverte: os significados expostos aqui derivaram de pesquisas, caso você conheça outro significado para cada cor em determinado local e cultura, nos conte também!

 

Simone Nascimento
  • Colaboradora de Estilo

Simone Nascimento, 22 anos, Negra, Mulher, Feminista e Umbandista! Ama suas raízes, dos fios da cabeça ao toque do atabaque. Leonina da Terra da Garoa (SP), apesar de amar o sol! Estudante de Jornalismo, formada em Figurino, Estilismo e Coordenação de Moda, — vê a comunicação como um direito e a Indumentária como arte. Militante anticapitalista, quer viver num mundo livre de opressões.

Sobre

A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

Arquivos