Post coletivo: Nossas heroínas favoritas
Ilustração: Nathalia Valladares.

Quando a gente decide o tema do mês, rola um brainstorming de assuntos e pautas possíveis. Nessa etapa do processo para o tema de janeiro – poder –, muitas de nós pensamos em… superpoderes. Várias colaboradoras empolgadas falaram sobre super-heróis, e personagens poderosas e incríveis, e então decidimos fazer um post coletivo em que falamos sobre nossas heroínas favoritas da ficção, e o que nos faz gostar tanto delas assim.

Sua favorita não está na lista? Conte para a gente nos comentários quem é, e por que ela é incrível!

 

Clara Browne: Sakura Kinomoto


É difícil escolher apenas uma heroína para falar quando se tem tantas espalhadas por aí (mesmo que sejam pouco difundidas), mas depois de um longo embate comigo mesma, decidi voltar a uma das minhas paixões de infância: Sakura. E por que escolhê-la em meio a tantas outras minas daoras que combatem o mal? Oras, ela é uma garota de dez (dez!!!!) anos que luta contra entidades poderosas – e tudo isso porque Sakura abriu um livro qualquer, sem saber que ele era mágico e guardava todas as cartas Clow. Assim, ela vive a vida normal de uma garota de dez anos: vai à escola, janta com a família, sai com sua melhor amiga, tem uma queda enorme pelo melhor amigo do irmão, faz tarefas, come macarrão, anda de patins etc. Mas, de quebra, aparece uma ou outra carta Clow e Sakura tem que lutar para captura-la em forma de carta.

Então vem o motivo de eu ter escolhido Sakura: a garota de dez anos – conhecida por ser chorona e que suspira “ai ai ai Yukito!” – veste um vestido lindo de babado, costurado sob medida por sua melhor amiga também de dez anos, Tomoyo, e se mete nos becos mais escuros, nos pontos mais altos da cidade, nos lugares mais perigosos e assustadores. E, apesar do medo, ela luta sem desistir. Estuda a personalidade de seu inimigo, pouco a pouco entende como ele se porta, e com os poderes das cartas já capturadas e a ajuda de amigos, ela vence a carta Clow (e ainda fica gata nas filmagens que Tomoyo faz da amiga).
No fim das contas, Sakura nos mostra que você não precisa ser durona ou sensual para ser uma heroína. É possível ser uma guerreira sendo uma garota de dez anos super frágil, porque de nada importa sua personalidade para ser uma grande heroína, o importante é enfrentar seus medos.

Dora Leroy: Katniss Everdeen

Ser uma heroína não significa necessariamente ter super poderes, ser super forte ou super inteligente. Muitas heroínas, alias, são pessoas imperfeitas, que têm medo, entram em desespero quando a situação não é das melhores e nem sempre agem da melhor forma. Ser heroína, na verdade, significa acreditar em si mesmo e ir atrás do que julga melhor (apesar de nem sempre ser a melhor opção).

Katniss Everdeen, de Jogos Vorazes, por exemplo, é uma heroína incrível. E, apesar de ser muito boa no arco e flecha, ela tem as suas limitações. Katniss é frágil e o seu emocional é reflexo de anos vivendo em situação de exploração. Como eu e você, ela não consegue salvar o mundo e, muitas vezes, se encontra em situações de impotência. Apesar disso, Katniss conseguiu driblar os Jogos Vorazes, o que acabou fazendo dela não apenas a nossa heroína, mas de Panem inteira. Para os distritos, Katniss vira o símbolo da revolução; ela é a garota propaganda de uma revolução que não está comandando. Para a Capital, Katniss representa a rebeldia, mas também fala em nome do “verdadeiro amor”. Katniss vira objeto para ambos os lados; cada um utiliza sua imagem da maneira que lhes convêm. E é exatamente assim, se aproveitando disso, que ela se transforma na heroína incrível que ela é.

Katniss não se deixa ser controlada, ela manipula o manipulador. Ela sabe o que a figura dela representa para os dois lados da revolução, sabe da importância que sua imagem tem para as outras pessoas. Assim, ela se põe no controle da situação. Ela estabelece os seus desejos e vai atrás para que eles se realizem. O mais incrível sobre ela é o quanto ela é real. Ela faz decisões erradas, mas consegue identificar quando erra. Ela é frágil, sente medo como nós e, muitas vezes, se sente incapaz; mas, ao mesmo tempo, ela reconhece o seu limite (emocional e físico) e, assim, vai atrás do que quer, protege aqueles que ama e luta pelo o que acredita.

Helena Zelic: Merida

Merida é uma das minhas heroínas preferidas porque ela é o que não era para ser. Era para Merida ser mais uma princesa da Disney. Era para Merida escolher um homem, se casar, ser uma princesa como todas as outras e seguir as tradições familiares. Acontece que ela não fez nada disso, porque praticar arco e flecha e ter um pouco de liberdade parece mais interessante do que casar-se com qualquer um daqueles homens que se dispuseram a “pedir sua mão”. Merida não só se recusou ao casamento forçado, como também ganhou o “direito” a si mesma, em uma estratégia audaciosa – houve um torneio de habilidades, e quem vencesse teria direito à sua mão. Merida entrou no jogo e venceu, mostrando ser autossuficiente, independente e melhor do que aquele monte de homens toscos. Ela é uma princesa, mas é muito mais heroína do que princesa. E chega de princesas! Chega de histórias de Branca de Neve!

Lorena Piñeiro: Kitty Pryde

Pergunta rápida: vocês preferiam ser um homenzarrão com garras, cujo exame de sangue aponta altas concentrações de metal, ou uma garota incrível que, além de ser um prodígio da tecnologia, é capaz de reestruturar a matéria em níveis atômicos? E se eu dissesse que a menina em questão tem um dragão de estimação? Preciso acrescentar que ela é uma dançarina profissional treinada em artes marciais? Vale contar que ela pode viajar no tempo? Devo alegar também que ela é fluente em japonês e russo, o que é bem mais impressionante do que qualquer outro poder? Pois essa garota de 13 anos é a minha super-heroína favorita, a Kitty Pryde, companheira do Wolverine e dos demais X-Men.

Kitty é uma das adolescentes mais iradas – não tem outra palavra, pessoal – da ficção. Ela também atende pelos nomes de Sprite, Shadowcat e Lince Negra, e tem um poder tão complexo que precisamos recorrer à física para explicá-lo. A mutação da guria permite que ela faça algo equivalente ao fenômeno do tunelamento quântico, ou seja, ela consegue manipular seus átomos para que eles atravessem os espaços existentes entre os átomos de objetos sólidos – ou mesmo de pessoas. Resumindo em termos que seu irmão de cinco anos possa entender: ela atravessa paredes, cara! Outros bônus da habilidade incluem levitar e enviar a consciência de alguém para uma memória passada. Ela é a protagonista da história em quadrinhos Dias de um futuro esquecido (1981), na qual o eu-adulto de Kitty envia sua mente para seu eu-jovem, prevenindo uma grande desgraça para a causa dos mutantes. O quadrinho foi adaptado para o cinema no ano passado, mas infelizmente resolveram substituir nossa maravilhosa Kitty pelo grande favorito dos fãs, o Wolverine. Todos os palavrões que escrevi dirigidos à equipe que teve essa ideia já foram devidamente editados do texto. Enfim, Kitty é a melhor X-Men e fãs do Wolverine gonna hate, hate, hate.

Mariana Paraizo: Nausicaä e Tank Girl

Nausicaä, de Nausicaä do Vale do Vento, é perfeita. Cientista, chefe de estado, guerreira corajosa, independente, boa com animais, minha heroína sci-fi distopia japonesa. Ao ver o clássico de Hayao Miyazaki, de estética impecável, me deparei com surpresa com uma jovem protagonista que não cai de amores por nenhum homem, cujo maior objetivo é cuidar de problemas muito maiores que sua esfera pessoal. Ela pesquisa, ela localiza o problema, ela luta para evitar maiores danos ecológicos ao mesmo tempo em que tenta salvar o seu pequeno reino de ataques belicosos das nações vizinhas. Não dá pra evitar um certo nervosismo. Nausicäa não chora nunca? Nausicaä não se sente perdida às vezes? É claro que é um bocado surreal, mas é só pensar na quantidade de super-heróis que vemos nas revistas em quadrinhos que são capazes de voar e cujos peitos ricocheteiam balas, que, tudo bem, podemos abrir uma exceção extra-humana para uma mulher? óbvio.

O que me leva para… TANK GIRL. Eu só ia falar de uma heroína aqui, mas já que entrei no ranço japonês da frieza e contenção de sentimentos até rolar um câncer interno, vamos para a obra de Jamie Hewllet. Tank Girl tem inseguranças. Tank Girl é forte e às vezes não sabe o que fazer, improvisa. Tank Girl sai atirando, ela não é perfeita. Tank Girl também é inspirada na história de Homero, mas, enquanto Nausicaä salva Ulisses, Tank Girl é o próprio Ulisses. Não tenho o exemplar de Tank Girl em mãos agora e minha memória é escassa, porém posso dizer com toda certeza que Tank Girl é uma mulher poderosa e inusitada, que causou forte impressão em mim.

A única coisa que me entristece é que em ambas histórias as personagens são escritas por homens. Quando vamos ter as novas heroínas por nós mesmas? Fica no ar para possíveis *inspirações*.

Nathalia Valladares: Guerreiras Mágicas de Rayearth e Sakura Kinomoto

Anne, Lucy e Marine, meninas estudantes de três escolas diferentes, um belo dia enquanto em passeio escolar na torre de Tokyo são transportadas para o mundo mágico de Cefiro. Lá descobrem que foram escolhidas pela princesa Esmeralda para salvar seu mundo. Com a ajuda de tantas pessoas especiais no mundo novo em que se encontram, as três meninas superam inúmeros obstáculos, tanto físicos quanto psicológicos, e se tornam guerreiras mágicas invencíveis.

Durante a jornada de autoconhecimento que passam no mundo novo, elas descobrem que suas diferenças podem ser aliadas para construírem algo tão importante. E a sororidade passada entre elas é o que me motiva tanto a dizer que elas são três das heroínas que melhor me acompanharam durante a minha infância, me fazendo acreditar sempre no melhor e que trabalhando com vontade, qualquer tipo de obstáculo, até mesmo aqueles que são impostos pela sua mente, podem ser ultrapassados.

“Volte a forma humilde que mereceeeee, cartaaaa cloooow!” Quem não se lembra desse gritinho sensacional da Sakura Card Captors, heroína essa que marcou a infância, com seus vestidinhos de babados feito por sua melhor amiga Tomoyo, e seus gritinhos de “ai ai ai Yukito”?

Sakura era uma heroína genial. Pura, animada, com seu companheiro inseparável Kerberos (um leão que ficava em forma de bichinho de pelúcia no dia-a-dia), ela enchia nossos dias de esperança e amor, nunca desistindo de cada um dos seus sentimentos, nunca desistindo de seus sonhos e de suas metas. Sakura me ensinou muito sobre amizade, sobre querer e poder, e até me serviu de inspiração para que eu seguisse a profissão que sigo hoje.
Uma animação japonesa inesquecível, clássica por nos ensinar tanto sobre o fato de que uma garota pode sim ser heroína e guerreira, mas ainda ser frágil em tantas outras partes da vida, como o amor.

Sofia Soter: Sailor Moon

O anime Sailor Moon era um dos meus desenhos favoritos na infância. Tenho boa parte da primeira temporada em fitas VHS desde meus cinco anos, sei a música tema em francês de cor até hoje, e quando o desenho voltou a passar no Cartoon Network minha mãe me deixou matar aula para ver o primeiro episódio na TV. Não é surpresa, portanto, que eu esteja comprando todo mês os mangás que estão sendo lançados pela primeira vez integralmente no Brasil, lendo com o coração transbordando de emoções e mandando mil mensagens para a Verônica sobre como elas são maravilhosas. Se você não conhece a história, saiba que é um típico enredo de garotas mágicas da ficção japonesa: um grupo de meninas adolescentes com superpoderes, uma explicação muito louca para tudo que acontece, vilões extraterrestres que querem destruir o mundo sem tanta razão aparente, e uma série de momentos dramáticos que, no anime, são quase em câmera lenta e acompanhados por uma música triste de piano. Mas o que é mesmo especial é que todas as Sailor Senshi (as tais garotas mágicas) são, acima de tudo, amigas, e o amor, respeito e admiração entre elas me faz querer chorar de tão sincero.

Dentre elas todas, minha favorita é a protagonista: Usagi Tsukino (Serena Tsukino no anime traduzido aqui no Brasil), a própria Sailor Moon. Ela é uma adolescente super enrolada, que vive atrasada para tudo, tira notas ruins no colégio, prefere ficar jogando videogame e flertando com o cara gatinho do fliperama, é insegura, chora por tudo, gosta de comer e dormir mas tem neuras sobre sua aparência (um dos episódios do começo da série é, inclusive, sobre um vilão que usa uma academia para atrair jovens garotas que se sentem mal com sua aparência para fins nefastos). Quando ela descobre que é a Sailor Moon, e que com grandes poderes vêm grandes responsabilidades, ela se desespera: ela não sabe o que fazer para lutar contra os inimigos! Ela não quer lutar contra ninguém, só quer ir pra casa ver televisão! Mas ela aprende a encarar seus demônios, com a ajuda de suas amigas, e vai se encontrando e se tornando mais poderosa e segura de si. Ela é uma garota super normal, com falhas e problemas; ela não é super incrível e forte e sensacional de cara, mas ela também não é uma órfã abandonada trágica sofredora, e por isso eu a adoro.

Vanessa Raposo: Korra

Quando Avatar: The Last Airbender apareceu eu já não era mais criança, mas me deixou impressionada com a qualidade da animação, profundidade de seu lore e carisma dos personagens. Vi praticamente toda a série num bate pronto de maratona na Nickelodeon e adorei. Por isso, quando em 2012 apareceu continuação protagonizada por uma garota-Avatar (The Legend of Korra) eu quase surtei.

Korra é uma personagem que eu queria demais que tivesse existido quando eu era criança. Existem muitas garotas mágicas e super-heroínas na ficção, mas eu raramente me sentia identificada por elas. No geral, meus personagens favoritos eram os caras: personagens com liberdade para serem atrevidos, apelões, líderes ou simplesmente destruidores. As garotas podiam ser personagens interessantes, mas, aos 11 anos, eu só queria ser uma menina que pudesse explodir montanhas com os punhos. Talvez seja por isso que eu goste tanto da Korra: ela se identifica como garota, mas sua representação ainda é rara na ficção. Ela é musculosa, exibida, proativa, determinada e criativa. Ela entra em brigas por pura diversão, não aceita desaforos e tem plena consciência de ser uma das pessoas mais fortes do mundo. E, ah, ela não é caucasiana – apesar de seus olhos azuis, os traços e a cor de sua tribo fictícia são negros. Ela está interessada em meninos (e, spoiler, meninas), mas faz parte de uma equipe esportiva profissional e ocasionalmente salva o mundo da destruição. Ela é uma adolescente (no começo da série tem 17 anos), às vezes birrenta, facilmente irritadiça, mas que está no processo de amadurecer e se tornar uma pessoa – e uma Avatar – melhor. Seria fácil tornar a Korra uma personagem com uma dimensão só, uma garota-fodona-por-fora-mas-com-o-coração-de-uma-menininha-por-dentro (você já viu esse trope), mas os criadores da série tomaram cuidado para que a jornada de transformação dela fosse mais interna do que externa. Seu desafio é o de se tornar uma pessoa mais equilibrada e madura, aprendendo e se tornando maior que seus medos, impaciências e frustrações. Sua evolução como personagem é catártica, e, por isso, meu “eu” infantil, inerte aqui dentro, agradece muito aos produtores da série.

Mais heroínas incríveis que a gente ama
Kim Possible, de Kim Possible
Mae Koskinen, de Gameboard of the Gods
Super Pig, de Super Pig
Sam, Alex e Clover, de Três espiãs demais
Will, Irma, Taranee, Cornelia e Hay Lin, de W.I.T.C.H.
Florzinha, Lindinha e Docinho, de As meninas superpoderosas
Ellen Ripley, de Alien
Mulher-Hulk, da Marvel
Viúva Negra, da Marvel
Mulher Maravilha, da D.C. Comics
Batgirl, da D.C. Comics
Hit Girl, de Kick-Ass
Buffy Summers, de Buffy, a Caça-vampiros
Gertrude Yorkes, Karolina Dean, Molly Hayes, Nico Minoru e Xavin, de Runaways

Sofia Soter
  • Cofundadora
  • Ex-editora Geral

Sofia tem 25 anos, mora no Rio de Janeiro e se formou em Relações Internacionais. É escritora, revisora e tradutora, construindo passo a passo seu próprio império editorial megalomaníaco. Está convencida de que é uma princesa, se inspira mais do que devia em Gossip Girl, e tem dificuldade para diferenciar ficção e realidade. Tem igual aversão a segredos, frustração, injustiça e injeções. É 50% Lufa-Lufa e 50% Sonserina.

Lorena Piñeiro
  • Cofundadora
  • Ex-editora Geral

Lorena tem 26 anos e mora no Rio, embora tenha crescido nos subúrbios da Internet. Trabalha com análise de roteiros televisivos, avalia manuscritos literários, traduz e revisa obras em inglês e escreve por aí. É igualmente fascinada pelo gracioso e pelo grotesco. Adora filmes de terror, livros de fantasia, arte surrealista e qualquer coisa que não carregue o mínimo semblante de realidade. Tem empatia até por objetos inanimados e queria ser um urso ?•?•?

Clara Browne
  • Cofundadora
  • Ex-editora Geral

Clara nasceu em 1994 no Rio de Janeiro, mas se mudou para São Paulo ainda pequena. Estuda Letras e sempre gostou mais de poesia do que de prosa. Ama arte moderna, suéteres e o musical Jesus Cristo Superstar. Aprendeu a fazer piadas com seu nome e sobrenome por sobrevivência. Em setembro de 2013, teve a ideia da Capitolina, a qual co-editou até setembro de 2016. Hoje em dia, ela escreve pra um montão de lugares. É 50% Corvinal e 50% Lufa-Lufa.

Helena Zelic
  • Coordenadora de Literatura
  • Ilustradora
  • Colaboradora de Relacionamentos & Sexo

Helena tem 20 anos e mora em São Paulo. É estudante de Letras, comunicadora, ilustradora, escritora e militante feminista. Na Capitolina, coordena a coluna de Literatura. Gosta de ver caixas de fotografias antigas e de fazer bolos de aniversário fora de época. Não gosta de chuva, nem de balada e nem do Michel Temer (ugh).

Nathalia Valladares
  • Colaboradora de Culinária & FVM
  • Colaboradora de Cinema & TV
  • Ilustradora

Sol em gêmeos, ascendente em leão, marte em áries e a cabeça nas estrelas, Nathalia, 24, é uma estudante de Design que ainda nem sabe se tá no rumo certo da vida (afinal, quem sabe?). É um grande paradoxo entre o cult e o blockbuster. Devoradora de livros, apreciadora de arte, amante da moda, adepta do ecletismo, rainha da indecisão, escritora de inúmeros romances inacabados, odiadora da ponte Rio-Niterói, seu trânsito e do fato de ser um acidente geográfico que nasceu do outro lado da poça. Para iniciar uma boa relação, comece falando de Londres, super-heróis, séries, Disney ou chocolate. É 70% Lufa-Lufa, 20% Corvinal e 10% Grifinória.

Vanessa Raposo
  • Coordenadora de Tech & Games

Vanessa é carioca, mas aos 25 anos sente que o mundo é grande demais para se pertencer a só um lugar. Por isso, passa boa parte do tempo em paisagens imaginárias e planejando suas próximas viagens - que podem ou não acontecer (“As passagens pra Plutão ainda estão disponíveis, moço?”). Gosta de filmes da Disney e de musicais mais do que dizem ser aconselhável para sua idade. Quando não está pseudofilosofando sobre o papel dos videogames na cultura pop, pode ser encontrada debruçada sobre seu laptop, arrancando os cabelos por alguma história que cisma em não querer ser escrita. 

Dora Leroy
  • Coordenadora de Quadrinhos
  • Ilustradora

Dora Leroy tem 21 anos e acredita que o universo é grande demais para não existir outras formas de vida inteligente por aí. E, enquanto espera uma invasão alienígena acontecer, gosta de ler livros que se passam em universos mágicos e zerar séries do Netflix.

  • Sam Cevidanes

    minha preferida é a kate kane (batwoman)! :3 ela perdeu a mãe e a irmã gêmea quando criança e seguiu os passos do pai e virou militar, pra ser expulsa do exército por ser lésbica. a história é incrível, a arte dos quadrinhos é perfeita, e ela é muito mais massa que o bruce wayne.
    we soldier on.

  • Ingrid Vanessa

    Ai ai ai, é tão difícil escolher só UMA heroína. Tentei fazer uma lista aqui, mas são taaantas que eu amo.

    1. Kiki de “Kiki’s Delivery Service”. Apesar da Chihiro também ser uma personagem INCRÍVEL, a Kiki sempre vai estar em primeiro lugar quando se trata das heroínas do Miyazaki. Ela tem apenas treze anos e tem que se virar sozinha numa cidade desconhecida. A Kiki faz algumas coisinhas erradas, como toda criança, mas vai aprendendo a amadurecer lindamente.

    2. Kamala Khan/Miss Marvel de “Ms. Marvel”. Eu pensei em colocar a Carol (Capitã Marvel) na lista, mas a importância da Kamala é muito maior do que a dela. Kamala é uma adolescente paquistanesa que adora a a Capitã Marvel, Vingadores e cia (ela até escreve fanfics deles) e tem que enfrentar preconceito por conta da sua religião e etnia. No meio disso tudo, ela ainda ganha super-poderes e tem que aprender a lidar com eles. O incrível dessa HQ é que a Kamala foi a primeira heroína muçulmana da Marvel e ainda conta com uma equipe cheia de mulheres. Ms. Marvel grita representatividade.

    3. Emma Woodhouse de “Emma”. Sorry, eu sei que a Elizabeth Bennet é a queridinha de todo mundo, mas a Emma vai ser sempre a minha preferida. Emma é uma personagem muito real. Ela faz/pensa em coisas que te dá um pouco de vergonha alheia em grande parte do livro, mas isso mostra quão real essa personagem é. Sem falar que, uma mocinha do século XIX que não tinha interesse em se casar é, acima de tudo, revolucionário.

    4. Kat Stratford de “10 Things I Hate About You”. Todo mundo já quis ser como a Kat. Ao contrário de muitas garotas desses filmes de comédia-romântica adolescente, o mundo a Kat não gira em torno de um rapaz gatinho e popular. Ela não leva desaforo pra casa, quer ser independente e CHUTA A BUNDA DO PATRIARCADO!!! Tem muitas coisas que eu amo na Kat, que nem dá pra explicar em poucas palavras. Ela é foda, sem mais.

    5. Leslie Knope. Ela é uma fofa, assim como a própria atriz Amy Poehler. Uma das coisas que eu mais gosto da Leslie é que ela é uma workaholic de carteirinha, e que mostra para outras meninas que não existe nada de errado em querer sonhar alto e colocar o trabalho em primeiro lugar (e não um homem, ao contrário do que alguns pensam/querem).

    6. Princesa Leia. Apesar de Star Wars me chatear por ter poucas mulheres, eu AMO essa personagem. O fato dela ser princesa não a impediu de ficar sentada e deixar os homens ficarem com toda a ação. Aos dezenove anos ela já comandava a Aliança Rebelde e já mandava o foda-se para Darth Vader e cia. Ela viu seu planeta ser destruído, mas mesmo assim não desistiu de lutar e acabar com a ditadura do Império. Essa mulher é tudo.

  • Patricia

    Apenas acho que faltou a Mulan,minha preferida, que surgiu quando a discussão sobre o papel das mulheres não era tão forte quanto hoje. Além disso, ela é baseada em uma história chinesa.

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A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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