20 de novembro de 2014 | Ano 1, Edição #8 | Texto: | Ilustração:
O cinema animado
Ilustração: Clara Rende.

Ilustração: Clara Rende.

A gente pode começar a falar de animação lá no período pré-historico, com o surgimento do Teatro de Sombras. Sem data e sem local de origem certos, a história conta que no mundo islâmico, essa arte surgiu como uma forma de burlar a lei de Maomé, que era contra a personificação de Deus. Assim, eles faziam essas silhuetas de couro, com buraquinhos que permitiam que a luz vazasse, e esse brilho provocado por essa técnica era o que negava que essas imagens eram representações humanas, o que fazia do Teatro de Sombras a linguagem de expressão mais aceita pelos islâmicos.

Daí a história segue e a arte da animação passa por diversas transformações, principalmente técnicas, quando os bonequinhos, que antes ganhavam vida por um trabalho puramente manual, se une à tecnologia digital, e é aí que começa a parte mais legal.
Como todo mundo sabe, o caminho percorrido pela animação, principalmente no cinema, começa com um foco direcionado para o público infantil, e a maior referência que temos é Walt Disney, que continua inspirando as produções em animação no mundo inteiro, muito pelas suas obras, que são marcos, mas também pelo seu estilo técnico e estético, no mundo das princesas com seus príncipes e dos animais cantantes. É a partir daí que começa a se notar um novo seguimento para a animação mundial, onde são criadas novas personagens, novas narrativas, em novos estúdios, e em diferentes técnicas e estéticas. Na animação tudo é possível, tudo pode ser criado e transformado.

Eu, na verdade, voltei a assistir diferentes tipos de animações depois da adolescência, que era a época que eu dava mais atenção às produções da Disney, Pixar e só. Agora acho que tenho uma listinha considerável de favoritos, e, como eu adoro fazer listas de qualquer coisa, vou mostrar pra vocês três das minhas animações preferidas.

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UP – Altas Aventuras (2009, Pete Docter)

Como não morrer de amores pela história do velhinho Carl Fredricksen?

O filme, produzido pelos estúdios Pixar, conta as aventuras desse senhorzinho vendedor de balões, que consegue realizar o seu desejo de pendurar milhares de balões na sua casa com o objetivo de viajar para as florestas da América do Sul, só que um garoto de 8 anos, Russel, embarca junto com ele.

O longa ganhou Oscar de animação e trilha sonora, foi o primeiro filme de animação a abrir o festival de Cannes e ainda foi indicado a outros prêmios.

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Apenas um show (2010, J. C. Quintel)

Esse desenho animado exibido no Cartoon Network é simplesmente genial, cheio de referências à cultura pop dos anos 80 e 90.

Os personagens principais são esses dois da foto, Mordecai, o passaro azul, e Rigby, um guaxinim. Eles e outros personagens, tão genios quanto, moram e trabalham num parque de diversões. O ponto de cada aventura vivida por esses dois nos episódios é a falta de vontade para trabalhar. Coisas catastróficas acontecem e de alguma forma, eles sempre conseguem arrumar tudo de novo.

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Kiriku e a Feiticeira (1998, Michel Ocelot)

Eu tenho certeza que se eu tivesse assistido Kiriku com 6 ou até 10 anos, eu seria uma pessoa muito mais legal do que eu sou hoje (haha).

Essa produção meio belga meio francesa, foge total dos padrões Disney de animação.
O filme, baseado em lendas africanas, conta a história desse menino africano muito curioso que tenta livrar a sua aldeia da feiticeira Karabá.

Agora eu quero saber de vocês, comenta aqui quais as animações que vocês mais curtem?

Ana Gabriela
  • Colaboradora de Cinema & TV
  • Audiovisual

Ana nasceu na Bahia em 1992. Ainda não descobriu o que vai ser quando crescer, mas aprendeu que isso não é motivo pra preocupação. Quanto mais tempo se descobrindo melhor. Gosta de ler a internet, escrever listas sobre tudo, de gatinhos e da sua cama.

  • Ana Beatriz

    Up , Shrek , Coraline , A noiva cadáver… Esses que se diferenciam da maioria das animações,são os mais legais. Eu me interessei pelo Kiriku ,vou assistir ele nessas férias

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A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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