22 de fevereiro de 2015 | Estilo | Texto: | Ilustração:
O fim do Carnaval e o desejo de continuar andando fantasiada pelas ruas

Acho (repito, acho) que agora podemos dizer que o Carnaval se foi. Mas ele certamente não levou embora consigo a vontade de viver em um mundo mais cheio de cores e purpurina. Durante as festividades carnavalescas não faltaram tendências pra lá de coloridas e brilhantes, que, numa verdadeira maré de nostalgia, a Capitolina reúne aqui hoje. Afinal, quem é que não está com aquele desejo de continuar saindo às ruas fantasiada para sempre?

Sabe aquela sensação de quando usamos alguma coisa e aquilo nos fortalece, seja um batom, purpurina ou mesmo aquela peça de roupa que associamos à auto-estima elevada? É a vontade de aproveitá-la de forma mais plena, coisa que o espírito de carnaval supostamente nos permite, o que nos faz sonhar com o dia em que as fantasias de carnaval serão todas um grito de liberdade, de poder fazer dessa festa, que por muitas vezes não nos permite ser folionas completamente livres, uma diversão verdadeira.

Não faltou imaginação nos bloquinhos, nas ruas e nas festinhas. O glitter, aplicado na pele de todas as formas, deixou vestígios que ainda continuam em nós, em todas as partes do corpo. Toda vez que achamos que já se foi tudo pelo ralo do banheiro, aparece mais um pouquinho de brilho por aí, coisa que irá perdurar, provavelmente, até meados de março.

E as tatuagens metalizadas? Quem aqui não ficou com vontade de usar uma na pele todos os dias da vida? Eu fiquei! Aplicar nos braços, na testa, nas pernas e braços. Não deixei de notar que foram febre durante a curtição e (#desabafo) sinto uma vontade imensa de fazer um estoque delas para usar pelo resto do ano.

As cartelas de cristais foram outra alegria dessa folia, além das sombras 3D, que deram cores a imaginação, e do uso ilimitado do guache e delineadores para desenhar a pele.

Tem gente que se prepara para os bloquinhos durante semanas, com uma fantasia para cada dia de festa, enquanto outras vão no improviso, salpicam purpurina e bora aproveitar a folia. E há também quem não goste da época, mas isso fica pra outro texto. Nesse aqui, a gente agora deixa vocês com alguns looks carnavalescos de capitolinas que compartilham desse sentimento de querer continuar por aí fantasiando o mundo:

heleni

Heleni Andrade, conta que só usou muito brilho: “Agora quero usar glitter todos os dias da minha vida”

 

Taís Bravo
Já a Taís Bravo se fantasiou de palhaço: “É fácil e já tinha as coisas aqui em casa, fiz a maquiagem com um monte de purpurina. Nos outros dias, só sai toda cheia de estampa e purpurina”

 

Isabela Rapizo Peccini chuva Isabela Rapizo PecciniIsabela Rapizo Peccini arco

Isabela Rapizo Peccini usou fantasias mágicas: “Eu sai um dia de sol, um de de chuva e um dia de arco-íris. Foi demais, inclusive, porque no dia que eu fui de sol, fez sol e no dia que eu fui de chuva, choveu”

 

Verônica Vilela

Verônica Vilela soltou a criatividade e virou a “Entidade da Terra”.

 

Bárbara Carneiro

Já Bárbara Carneiro se transformou em “Fera ferida”.

 

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Laura Viana foi de princesa.

 

simone nascimento

Já eu usei uma coroa de flores “hula hula” e também me enchi de purpurina:

 

Mas, afinal, como não querer viver em um mundo fantasioso? Onde mais a gente pode fugir da etiqueta, de padrões, se vestir e usar os adereços que der vontade? Teimo em dizer que essa nossa vontade de querer ser o que quiser no Carnaval ainda vai tornar essa festa uma verdadeira liberdade.

E você, se fantasiou de que?

Simone Nascimento
  • Colaboradora de Estilo

Simone Nascimento, 22 anos, Negra, Mulher, Feminista e Umbandista! Ama suas raízes, dos fios da cabeça ao toque do atabaque. Leonina da Terra da Garoa (SP), apesar de amar o sol! Estudante de Jornalismo, formada em Figurino, Estilismo e Coordenação de Moda, — vê a comunicação como um direito e a Indumentária como arte. Militante anticapitalista, quer viver num mundo livre de opressões.

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A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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