8 de maio de 2015 | Edição #14 | Texto: | Ilustração: Jordana Andrade
O guia capitolínico de sobrevivência a invasões alienígenas

Em 1977, a NASA lançou ao espaço um disco de ouro que continha: sons naturais, como, chuva, vento, animais; 122 fotos com informações da vida na Terra; obras musicais de diferentes culturas e épocas; saudações em 55 línguas diferentes; e uma mensagem do presidente dos Estados Unidos. Em 2005, a nave que carregava esse disco, a Voyager 2, saiu do nosso sistema solar.

Em 1999, Yvan Dutil enviou aos astros mensagens matemáticas buscando estabelecer contato com outras formas de vida inteligente.

Esses dois eventos mostram que, sim, infelizmente, o contato com o desconhecido está sendo feito. Obviamente, encontrar uma vida similar à nossa no grande e vasto universo seria show de bola. Mas, como todos sabemos, o ser humano é um animal bastante inconsequente; fazemos muita coisa sem pensar, desde mijadinhas em ex-namorados até a criação de armas nucleares. O que podemos esperar de um contato com extraterrestres? Stephen Hawking já dizia: é possível que Zayn ainda pertença ao One Direction em um universo paralelo, como também é possível que alienígenas inteligentes venham para a Terra e nos tratem da mesma maneira que Cristóvão Colombo tratou os nativos quando chegou à América. Ou seja, talvez esse contato não seja uma boa ideia.

Com isso em mente, a Capitolina lança pela primeira vez o seu próprio Guia capitolínico de sobrevivência a invasões alienígenas!

PASSO 1
Primeiro é preciso identificar a espécie de alienígena. Vamos dividi-los em dois grupos principais: aqueles do tipo 1, que querem dominar a Terra e que são “gentis” com os humanos; e aqueles do tipo 2, que querem dominar a Terra, mas que estão nem aí para os humanos e vão destruir tudo mesmo. Essa primeira etapa de analise é essencial! Afinal, é preciso agir de formas diferentes com extraterrestres que possuem comportamentos diferentes.

SE A SUA INVASÃO FOR DO TIPO 1
Como no filme Cada um na sua casa, da Dreamworks, alguns ETs não querem causar mal aos humanos, mas buscam apenas se apropriar um pouquinho do nosso querido planeta Terra. Os aliens do tipo 1 são mais fáceis de lidar. Se eventualmente sofrermos uma invasão feita por esse tipo de aliens, estamos com sorte! Vamos às dicas.

Não demonstrar violência.

A regra é bem básica: se os aliens não nos maltrataram, acredito que eles não vão querer ser maltratados por nós, não é mesmo? Então, de nada adianta atacar com nossas armas perigosíssimas; a vingança pode vir bem, bem, pior. O jeito é ficar pianinho no cantinho e viver em harmonia com essa nova espécie. Imagina que lindo?

Nesse caso, convivência é a chave. Sabe aquele irmão insuportável que divide quarto com você? Você deseja muito que ele vá embora um dia, mas, enquanto isso, precisa aturar e conviver? Então, essa situação é exatamente a mesma. Aliens do tipo 1 são apenas irmãos que dividem o quarto conosco.

SE A SUA INVASÃO FOR DO TIPO 2
Tente se comunicar com eles.

Nós aprendemos desde pequenininhos que o diálogo resolve todos os conflitos. Então, por que não tentar? Aviso, porém, que essa tática pode ser bastante humana, mas pouco valorizada em outros universos. Se eles não se comunicarem com som, tente escrita; se não conseguirem ler nada, tente gestos. A boa e velha mímica costuma funcionar muito bem.

Proteja-se!

Se você é do tipo covarde que nem eu, a melhor maneira de lidar com a invasão é se protegendo. Junte a maior quantidade de comida que conseguir, dê preferencia a enlatados de todos os tipos, seja ervilha, grão de bico, salsicha ou até milho! Garrafas d’água também são essenciais. Leve revistas e livros de montão para se entreter durante esses anos. E se enfie dentro de um buraco, uma cabana no meio da floresta, no bunker da sua casa. E fique lá!

Bom, seja violento?

Não gosto de incentivar a violência em quase nenhum caso, mas convenhamos que se aliens terríveis aparecerem atacando o planeta Terra, matando todo mundo e destruindo a humanidade, algo precisa ser feito, né? Agarre o que der e partiu! Podemos fazer bom uso do castiçal, por exemplo (Coronel Mostarda já deixou bastante claro que o castiçal pode ser responsável por muitos assassinatos). Ou que tal tentar jogar óleo de milho ou soja transgênicos? Armas nucleares como essas podem ser bem aproveitadas nesse momento!

Aprenda com os gatos.

Uma outra boa tática de proteção é simplesmente se transformar em um gato. Como a Georgia já disse no vídeo do mês da Capitolina, gatos são adoráveis demais e, provavelmente são tão adoráveis, que são adoráveis até para ETs destruidores de humanos. Ou seja, arranje umas orelhinhas, um rabinho de pelúcia e aprenda com os mestres: nunca dê atenção ao ET quando ele pedir; pise e deite em todos os aparelhos eletrônicos chiques dos ETS; se por alguma razão os aliens ficarem enfurecidos, apenas olhe nos olhos deles e mie.

Não se esqueça da toalha e não entre em pânico.

Mas essa dica é a básica da básica, não é mesmo?

Dora Leroy
  • Coordenadora de Quadrinhos
  • Ilustradora

Dora Leroy tem 21 anos e acredita que o universo é grande demais para não existir outras formas de vida inteligente por aí. E, enquanto espera uma invasão alienígena acontecer, gosta de ler livros que se passam em universos mágicos e zerar séries do Netflix.

Sobre

A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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