2 de junho de 2017 | Se Liga | Texto: | Ilustração: Isadora Maríllia
O Poder das Meninas: Supergirl

“O que você acha que é tão ruim em ‘menina’? Eu sou uma menina, e sua chefe, e poderosa, e rica, e gostosa, e esperta. Então, se você acha que o nome Supergirl é qualquer coisa menos que excelente, o real problema não seria… você? ” – Cat Grant.

 

Em pleno 2017, histórias de super-heroínas ainda não conquistaram o espaço merecido. Tanto a Marvel quanto a DC, seja através de filmes ou seriados de televisão, focam em seus super-heróis masculinos, e as mulheres que os cercam sempre ficam em segundo plano e têm seus arcos e personalidades menos desenvolvidos. Felizmente, seriados como Jessica Jones e filmes como Mulher Maravilha estão ganhando força e não é diferente para Supergirl, seriado da rede norte americana CW, sobre o qual vamos falar aqui.

 

Supergirl conta a história de Kara, que é mandada à Terra para cuidar de seu primo mais novo, Kal-El. Como a cápsula espacial de Kara fica perdida em um tipo de limbo espacial, ela chega à Terra anos depois de seu primo, que nesse momento já é adulto e conhecido pelo seu alterego, Superman. Quando o seriado começa, encontramos Kara como uma jovem mulher que alterna sua vida profissional – tanto como assistente de uma das mulheres mais poderosas do mundo quanto como super-heroína –, com sua vida pessoal, questionando-se sobre suas origens, sua família e interesses amorosos.

 

Em Supergirl, homens são coadjuvantes e sua importância para a trama é secundária. Em National City, quem está sob os holofotes são as mulheres: boas, más, fracas, fortes e, acima de tudo, cheias de imperfeições e complexidades que as tornam personagens interessantes de seguir.

 

A primeira temporada peca por levantar a bandeira do feminismo mais do que de fato agir feminista, enquanto a segunda e mais recente temporada se autocorrige, fazendo menos discursos e colocando em prática suas crenças. Além disso, trata mais abertamente de questões como homossexualidade, imigração (a personagem principal é, afinal de contas, alienígena/estrangeira) e preconceito.

 

Se feminismo, super-heroínas e alienígenas te parecem interessante, Supergirl é o seriado pra você!

Deborah Simionato
  • Colaboradora de Se Liga
  • Revisora

Deborah tem 28 anos, é formada em psicologia, mas a paixão pelos livros fez com que ela se entregasse a um mestrado e agora a um doutorado em Literaturas de Língua Inglesa. Gaúcha tentando a vida em Londres, Deborah pode ser encontrada frequentemente devorando livros e xícaras de café, e acredita que a vida seria melhor se fosse um musical cheio de música e dança.

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