4 de fevereiro de 2016 | Tech & Games | Texto: , , e | Ilustração:
O que estamos jogando
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Muitas pessoas gostam de seguir o lema “ano novo, vida nova” e aproveitam a virada pra renovar o máximo de coisas possíveis – eu (Fê) curto terminar seriados e não deixar filmes pendentes (sou dessas que vê o filme em pedaços) –, porém algumas dessas coisas costumam se renovar organicamente ao longo do ano, como por exemplo os jogos! Então lá vai uma listinha de indicações de jogos que algumas capitolindas de Tech & Games estão curtindo no momento. Espero que gostem e me contem nos comentários quais games vocês estão jogando no celular  ou em outras plataformas, para aumentar essa lista de indicações! (:

Eu tô oscilando entre dois jogos no momento: That Level Again, que é um game de lógica com o mesmo cenário onde você precisa descobrir um jeito novo de passar. É daqueles que te deixam com vontade de roer o braço inteiro, mas no final dá tudo certo e você sente aquela alegria no coração por ter insistido (sou desse perfil de jogadora que compete com o jogo, haha). O outro jogo é o Dumb Ways to Die, que consiste de vários minigames (que viram nanogames conforme a rodada se alonga) com umas cores muito bonitas no qual você não pode morrer por jeitos “idiotas”. Mas eu confesso que joguei um pouco do Dumb Ways to Die 2 no celular da minha irmã e achei mais legal também. Pretendo instalar quando zerar este. (Aliás, minha irmã foi quem me apresentou os dois jogos que tô indicando hoje. Valeu, gêmea <3).

Lúcia

Eu acabei de jogar The Wolf Among Us, um jogo episódico da Telltale (produtora de The Walking Dead e Game of Thrones) no qual a história é construída através das escolhas do jogador. Os personagens e o universo do jogo são baseados na série de quadrinhos da Vertigo chamada Fábulas. Nessa série, personagens de contos de fadas foram expulsos do seu mundo para o nosso e agora moram em Nova York numa comunidade clandestina.

As personagens são extremamente cativantes e a história te prende do início ao fim. O gameplay é bem simples, com decisões com limite de tempo e alguns momentos de conflitos corpo a corpo. Comparado a outros jogos focados em escolhas, como o Life is Strange, o jogador pode sentir que suas escolhas afetam pouco o eixo principal da história, apesar de claramente modificar a postura dos demais personagens e o destino de alguns personagens secundários. Mas o jogo conquista pela trama bem construída, as personagens bem representadas e por dar aquele gostinho de nostalgia que histórias relacionadas a contos de fadas geralmente dão. Vale a pena a experiência.

Vanessa

Cheguei atrasada para a festa, mas no momento estou jogando Demon’s Souls – o antecessor espiritual do famoso Dark Souls e, mais recentemente, do Bloodborne. O jogo é de 2009, mas, meu Deus, que maravilha foi começar ele no começo desse ano. Estou sempre jogando alguma coisa e não é incomum que eu zere pelo menos um ou dois games por semana, mas tinha um tempo que um jogo não me deixava tão tensa e satisfeita.

Para quem não conhece essa série, os jogos são famosos não por terem os melhores personagens ou os melhores gráficos (embora pessoalmente eu ache que ele não faz feio em nenhum desses critérios), mas por serem DIFÍCEIS pra caramba.

Demon’s Souls é difícil, sim, mas da maneira certa, com um design milimetricamente planejado para fazer o jogador ir aprendendo os paranauês aos poucos – e sofrendo no caminho. Eu realmente não acho que ele seja para todo mundo, mas se tem uma coisa que DeS ensina é a ter paciência e determinação. Ali, são só você, sua espada e escudo contra monstros horrorosos e gigantescos explorando os cenários medievais de maior imersão e detalhamento visual que já vi em um game. Sem checkpoints, sem bláblá. E, ainda assim, conseguindo me fascinar com um lore cirscunspecto, mas charmosamente profundo. A trilha sonora e, principalmente, a ausência dela, contribuem para criar uma atmosfera solene e uma ambientação sem igual.

Acabei de zerar o meu primeiro playthrough (e recomecei no New Game +) e já estou pensando em quando vou conseguir colocar as mãos nos demais games da série. Aiai…

Verônica

Eu não sou muito de jogar videogames, então fico presa mesmo mais nos apps casuais. Como pessoa mainstream que sou, no momento estou viciada no Neko Atsume, joguinho bobo e sem grandes objetivos em que você tem um quintal, e compra brinquedos e comidas para atrair gatos. Esses gatos, satisfeitos, te deixam peixes quando vão embora, e esses peixes são a moeda do jogo. É estranhamente divertido para algo tão bobo, e o único desafio é fazer os gatos especiais aparecerem no seu quintal, e satisfazer a todos para que te deem lembrancinhas. Além de tudo, são gatinhos fofos e você pode fotografar ou admirá-los brincando quando estiver entediada.

Outro app que descobri recentemente, através da minha sobrinha, é o Platypus Evolution. Mais um jogo casual sem nenhum grande objetivo além de unir bichos iguais para formar um novo, e assim seguir infinitamente, acumulando seus cocôzinhos (a moeda do jogo). É muito, muito divertido e os bichos tem nomes inusitados, além de que você pode ir até mesmo para outro planeta, aonde existem versões aliens de todos as suas criaturinhas. Ah, eu jogo com ornitorrincos porque acho eles hilários, mas tem de vários outros animais, de vacas a cabras ou girafas. É um ótimo jogo para quem passa muito tempo no transporte, por exemplo, e não tá afim de pensar muito no que tá fazendo. Super-recomendo.

 

Vanessa Raposo
  • Coordenadora de Tech & Games

Vanessa é carioca, mas aos 25 anos sente que o mundo é grande demais para se pertencer a só um lugar. Por isso, passa boa parte do tempo em paisagens imaginárias e planejando suas próximas viagens - que podem ou não acontecer (“As passagens pra Plutão ainda estão disponíveis, moço?”). Gosta de filmes da Disney e de musicais mais do que dizem ser aconselhável para sua idade. Quando não está pseudofilosofando sobre o papel dos videogames na cultura pop, pode ser encontrada debruçada sobre seu laptop, arrancando os cabelos por alguma história que cisma em não querer ser escrita. 

Lúcia Dos Reis
  • Coordenadora de Social Media
  • Colaboradora de Tech & Games
  • Colaboradora de Literatura

Lúcia dos Reis, pequena em tamanho e gigante em ambições. Não sabe se isso é bom ou ruim, mas tampouco se importa. Vive entre letras e códigos, entre o papel e o pixel. Ganhou aplausos na FLIP 2015 com comentário feminista sobre Star Wars e queria deixar isso registrado em algum lugar desse mundo maravilhoso das interwebs.

Verônica Montezuma
  • Colaboradora de Tech & Games
  • Audiovisual

Verônica, 24 anos, estuda cinema no Rio de Janeiro. Gosta de fazer bolos, biscoitos e doces, e é um unicórnio nas horas vagas.

  • http://www.outroblog.com Katarina Holanda

    Ainda não joguei The Wolf Among Us, mas gosto de todos de escolha da Telltale, Heavy Rain, Beyond Two Souls.. fiquei interessada depois do post! 😀

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A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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