31 de agosto de 2014 | Estilo | Texto: , , , and | Ilustração:
O que tem na sua bolsa?

Preparamos para hoje um “O que tem na sua bolsa?” das meninas da sessão de Moda e Beleza da Capitolina. Esse tipo de matéria é muito comum em revistas e sites que tratam sobre o assunto da nossa coluna. Mas aqui você não vai encontrar o mais novo bronzer da Lancôme, nem o óleo reparador da Kérastase, infelizmente. Nosso foco aqui é mostrar que sua bolsa pode ser podre de velha ou nova em folha, caríssima ou baratinha: não importa. A melhor coisa do mundo é ter algo que atenda às nossas necessidades específicas, que seja uma parte de nós mesmas – tanto é que não conseguimos sair de casa sem nossas bolsas.

Nossa célebre colaboradora Laura Viana tem a teoria de que nossas bolsas e mochilas são nossas companheiras de aventura mais fieis, tomando lugar até mesmo do Toddynho, quase como a toalha do Guia do Mochileiro da Galáxia. Por isso ela diz que nós temos que escolher nossa sacola de tralhas como quem escolhe amigo, algo com que você se identifique e se entenda. Nós todas não poderíamos concordar mais.

BolsaLauraEstojo: tá feio e velho, mas tenho tanto, tanto carinho por essa bela cara de pintinho de lata que não pretendo comprar outro por um bom tempo. Nele tem esferográfica, nanquim, borracha, apontador e lápis, muitos lápis. E também muita sujeira de apontador.

Caderno: sem pautas, sempre. Pra desenhar ou anotar alguma besteira que venha à mente durante o dia.

Carteira: uma bagunça sem fim. Cartões de banco, RG, CPF, (muito raramente) dinheiro e mil papéis que não sei bem de onde surgiram, pra que servem ou porque eu continuo guardando. Como vocês devem ter notado, eu gosto de coisas com cara, e esse gatinho adorável sempre recebe elogios.

Protetor solar: minha pele é absurdamente chiliquenta quando se trata de sol – qualquer horinha desprotegida já me rende bolotinhas, rachaduras e vermelhos, devido àqueles fofos dos ácidos pra acne – então tô sempre me besuntando de protetor. Esse é uma belezinha ainda maior por ser matificante e deixar a pele sequinha, quase aveludada.

BB Cream: é quase uma base, mas é mais levinha, então na minha mente não vai entupir meus poros e deixar minha pele podre – e, pra falar a verdade, até que não o faz mesmo. É bom porque tem uma corzinha bem leve, só pra uniformizar a cara, tem proteção solar (baixinha, ainda uso o protetor) e não deixa meu rosto pingar óleo ao longo do dia.

Grampos e elásticos: até bem pouco tempo atrás, meu cabelo ainda tava curtinho e todo repicado, então precisava de um punhado deles toda vez que ia prendê-lo. Agora já consigo fazer um rabo de cavalo com um elástico só, mas gosto de ter vários desses perdidos pela bolsa, seja pra mudar o look do nada, seja pra emprestar pra alguma amiga que precise (o que sempre vai acontecer).

Batom: vermelho, sempre, às vezes um rosa ou vinho. É minha carta na manga sempre que eu preciso ficar mais arrumadinha do nada.

 

BolsaIsadora

Medidor de glicose e insulina: como sou diabética tipo 1, tenho sempre que medir minha glicose antes de comer algo ou checar se está tudo bem de duas em duas horas, mais ou menos. Levo sempre um tipo de insulina também, caso precise corrigir minha glicemia.

Fones de ouvido: gosto de escutar música enquanto ando de ônibus ou caminho até algum lugar porque música me relaxa.

Lenços: como sinto muito calor, gosto de carregar alguns lenços pra limpar meu rosto, já que tenho alergia ao meu próprio suor (bizarro!) e às vezes minha pele arde um pouco se eu não tirar o excesso.

Sombrinha: quem conhece o clima de Juiz de Fora sabe que em um dia tem-se a sensação das quatro estações, então sempre ando prevenida com uma sombrinha, se por acaso começar a chover de repente.

Carteira: velha, infantil e prática. Adoro minha carteira, com seus quase 10 anos de uso, principalmente porque sua divisão interna é muito útil para mim, com ótimo espaço para dinheiro e documentos.

Barrinha de cereais: por ser diabética, corro o risco de passar mal se eu não comer nas horas certas, então sempre levo algum lanche na minha bolsa para que eu não tenha hipoglicemia ou sinta fome.

Espelho: ter um espelho na bolsa é sempre bom, e todas as minhas bolsas têm um.

 

BolsaJulia

Tocador de mp3: para mim, andar pela cidade sem música é tão ruim que chega a ser doloroso.

Moedinhas: os trocos que jogo na bolsa sempre acabam sendo úteis quando preciso pagar o ônibus com dinheiro.

Carteira: a minha é um trambolho de grande, são poucas as bolsas que a comportam, por isso não é sempre que dá pra sair com ela.

Grampos: porque eles abrem portas, prendem seu cabelo e fazem um excelente reparo mambembe nas roupas. Apenas uma das melhores invenções da humanidade.

Chave: estrelando um chaveiro imundo do Stitch.

Brincos e anel: sempre saio de casa sem e coloco no caminho, se der vontade.

Espelho: pra passar batom, enxergar o que eu tô fazendo com a pinça e admirar minha beleza.

Hidratante labial: passo umas trezentas vezes por dia (e sinto que podia passar umas quinhentas).

Batom: mesma coisa dos acessórios: geralmente saio de casa sem, mas vai que dá vontade de se emperiquitar?

Pomada: tenho dermatite atópica, então sempre tenho que carregar uma na bolsa pra ficar confortável durante o dia. Às vezes levo até potão de hidratante.

 

BolsaBeatriz

No geral, eu ando sempre com a mochila que eu levo pra aula (porque é realmente o único lugar que frequento), mas ultimamente quando saio levo essa bolsinha azul que veio dentro de uma bolsona azul que minha mãe comprou. O que eu levo sempre, sempre, SEMPRE comigo são os óculos de sol e a carteira. Dependendo do lugar, levo este caderninho que ganhei de uma amiga e que uso para tudo – como agenda, como caderno de desenhos, diário, o que for – e pelo menos uma caneta para escrever nele. Um batom, se eu estiver usando batom, o carregador do celular, se eu for demorar muito e tiver lugar para carregá-lo, e o celular mesmo, que não apareceu aí porque usei para tirar a foto!

 

BolsaNathalia

Não posso negar que, dentre as muitas coisas que são importantíssimas para mim durante o dia, existem algumas que são indispensáveis: meu sketchbook (com canetas, lápis e borrachas), meu recém-comprado (porém já objeto de primeira necessidade) Kindle e óculos escuros (porque só quem tem fotofobia sabe o quanto eles são amigos mesmo em dias nublados).Você pode estar pensando “mas e a carteira?”. Bom, a carteira é importante quando eu tô indo pra outros lugares em que vou precisar do dinheiro. Meu kit básico é para passeios curtos ou bem próximos da minha casa. Pra qualquer outro passeio, existem outras necessidades junto com a minha carteira: maquiagem (alguns batons diferentes, que eu mudo durante o dia dependendo de onde vou, rímel, delineador e lápis de olho – mas nem sempre eu lembro disso tudo), remédios (sempre tenho à mão os remédios mais usados por mim), cera pra fortalecer a unha e fita pra proteger o calcanhar (com unhas quebradiças e pele fina, nunca se sabe quando precisar), lenço de papel (muito necessário pra usar banheiros públicos e pra quem tem o nariz constantemente entupido), carregador portátil, tira gosto (no momento, tem balinha na bolsa), fone de ouvido, guarda-chuva, pen drive e, é claro, a aclamada carteira!

 

 

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Julia Oliveira
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Julia Oliveira, atende por Juia, tem 22 anos e se mete em muitas coisas, mas não faz nada direito — o que tudo bem, porque ela só faz por prazer mesmo. Foi uma criança muito bem-sucedida e espera o mesmo para sua vida adulta: lançou o hit “Quem sabe” e o conto “A ursa bailarina”, grande sucesso entre familiares. Seu lema é “quanto pior, melhor”, frase que até consideraria tatuar se não tivesse dermatite atópica. Brincadeira, ela nunca faria essa tatuagem. Instagram: @ursabailarina

Laura Viana
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Aos 21 anos, todos vividos na cidade de São Paulo, Laura está, de forma totalmente acidental, chegando ao fim da faculdade de Artes Visuais. Sua vida costuma seguir como uma série de acontecimentos pouco planejados, um pouco porque é assim com a maior parte das vidas, muito por gostar daquela conhecida fala da literatura brasileira, “Ai, que preguiça!”. Gosta também de fotos do José Serra levando susto, mapas, doces muito doces e de momentos "caramba, nunca tinha pensado nisso!". Escreve sobre #modas por aqui, mas jura por todas as deusas que nunca usará expressões como "trendy", "bapho" e "tem-que-ter".

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Isadora Maríllia, 1992. Entre suas paixões estão: Cookie Monster, doces, histórias de espiãs (como Harriet The Spy e Veronica Mars), gatos e glitter. No entanto, detesta bombom de abacaxi e frutas cristalizadas.

Nathalia Valladares
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Sol em gêmeos, ascendente em leão, marte em áries e a cabeça nas estrelas, Nathalia, 24, é uma estudante de Design que ainda nem sabe se tá no rumo certo da vida (afinal, quem sabe?). É um grande paradoxo entre o cult e o blockbuster. Devoradora de livros, apreciadora de arte, amante da moda, adepta do ecletismo, rainha da indecisão, escritora de inúmeros romances inacabados, odiadora da ponte Rio-Niterói, seu trânsito e do fato de ser um acidente geográfico que nasceu do outro lado da poça. Para iniciar uma boa relação, comece falando de Londres, super-heróis, séries, Disney ou chocolate. É 70% Lufa-Lufa, 20% Corvinal e 10% Grifinória.

Beatriz Rodrigues
  • Colaboradora de Ciências
  • Colaboradora de Estilo
  • Colaboradora de Saúde

Bia Rodrigues ou só Bea tem 19 anos, é mineira, estudante de Farmácia e adora fatos inúteis. Se tivesse que comer só uma coisa pelo resto da vida, escolheria batata. Ainda não acredita que conheceu outras meninas da Capitolina. É 60% Corvinal e 40% Sonserina.

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A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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