20 de janeiro de 2015 | Ano 1, Edição #10, Textos Favoritos | Texto: | Ilustração: Jordana Andrade
Os estereótipos das líderes poderosas

Existem alguns artigos que exploram o estereótipo da mulher no poder enquanto no ambiente de trabalho – talvez você já tenha sido exposta a alguns. Recentemente, a Debora Albu escreveu sobre mulheres na política para a Capitolina. No texto, a Debora diz: “Às mulheres é dito ‘Seja direta, objetiva, durona. Não seja emotiva, sensível, suave.’ Para serem respeitadas, muitas mulheres se colocam nesse lugar e seguem esse comportamento, o qual é atribuído ‘naturalmente’ aos homens, apesar de não ser natural que ajam assim.”

Historicamente, quando líderes mulheres agem de qualquer forma que não seja a esperada do estereótipo feminino, elas são criticadas ou repreendidas.

Como é que ela dá conta de fazer tudo?

Mulheres ainda são associadas a maternidade e domesticidade. Quantas entrevistas com profissionais poderosas você leu que perguntam: como você dá conta de ter esse emprego e cuidar da casa? Como se a criação de uma criança dependesse apenas da mãe e de sua constante presença na vida dos filhos! Tem mulher que o parceiro ou parceira fica em casa. Tem mulher que tem a ajuda de avós, tias e babás. Tem mulher que simplesmente escolhe não ter filhos. É um absurdo pensar que a capacidade de uma mulher seria limitada porque ela é mãe. É um absurdo atraso pensar que a carreira de uma mulher seria terminada pela maternidade. É um absurdo também viver em um país que limita a carreira de uma mulher por não oferecer leis que abraçam a maternidade, mas ainda possibilitam o crescimento profissional.

Homens não são questionados sobre a habilidade de ser pai e manter uma posição de poder, então por que mulheres deveriam ser?

Fulana chorona, chata e mandona.

Quando não consideram uma mulher poderosa durona, atacam os momentos sensíveis dela. Esperam que a líder não demonstre emoções como se fosse algo que diminui a capacidade de liderança da pessoa no poder. Sensibilidade não é um sinal de fraqueza!

Outro clássico dos estereótipos de mulheres no poder é a fama de chata e mandona. Mas todo líder vai dar ordens, independente do gênero. Talvez a imagem da mulher poderosa chata venha daqueles que se incomodam por serem mandados por mulheres. A maneira com que uma mulher lidera pode ser diferente da forma como um homem lidera simplesmente porque existem vários tipos de líderes no poder.

Ser líder não é apenas para mulheres em posições de poder

Talvez você pense: o que tudo isso tem a ver comigo? Posições de poder e liderança são para todas as mulheres, e todas – desde aquelas que já são superpoderosas até as poderosas-em-treinamento – tiveram que superar a negatividade que vem com os estereótipos anexados com pessoas em posições de poder. Mas todas nós somos capazes de assumir liderança: dos pequenos aos grandes projetos, independente do gênero.

Rebecca Raia
  • Coordenadora de Artes
  • Colaboradora de Relacionamentos & Sexo
  • Coordenadora Editorial

Rebecca Raia é uma das co-fundadoras da Revista Capitolina. Seu emprego dos sonhos seria viajar o mundo visitando todos museus possíveis e escrevendo a respeito. Ela gosta de séries de TV feita para adolescentes e de aconselhar desconhecidos sobre questões afetivas.

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A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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