21 de maio de 2014 | Tech & Games | Texto: | Ilustração:
Personagem Tech do mês: Grace Hopper
GraceHopper-IsadoraM
GraceHopper-IsadoraM

Ilustração: Isadora M.

Texto por Camila Achutti

A criadora do termo “bug e a “Vovó do COBOL

Grace Murray Hopper: esse é o nome da mulher águia, aquela que com seus óculos fundo de garrafa enxergava em 360 graus e muitos anos à frente de seu tempo. Uma grande mulher  que está no hall das pioneiras da computação e não podia deixar de aparecer aqui na Capitolina.

Na verdade, Grace Hopper era a pessoa certa na época certa com as intenções certas. Tal situação jamais se repetirá. Nenhuma empresa e nem mesmo o governo dos EUA voltará a ter o poder de influência em todas as plataformas de hardware que se compare ao que ela teve. Com 85 anos, Hopper nos deixou em 1º de janeiro de 1992, mas seu legado é eterno. A Marinha, inclusive, tratou de seu funeral com honras militares e em 6 de setembro de 1997 a homenageou lançando o destróier USS Hopper (DDG 70) e uma moeda com sua esfinge. Um merecido tratamento, digno de uma rainha.

Grace Hopper, nascida em Nova York em 10 de dezembro de 1906, foi uma analista de sistemas da Marinha dos Estados Unidos nas décadas de 1940 e 1950, além de Rear Admiral (Contra-Almirante). Com certeza é a vovó que todos teríamos orgulho de ter, afinal ela possui na ficha os seguintes feitos: é considerada a mãe dos conceitos de biblioteca de rotinas, a criadora do primeiro  compilador (até então existiam apenas montadores e interpretadores), a autora do termo “bug”, a inventora da linguagem de programação Flow-Matic (hoje extinta, mas quebrou muitas barreiras na época), a desenvolvera  das especificações da linguagem  COBOL, sendo esta a primeira linguagem de programação de computadores a se aproximar da linguagem humana. É de se admirar ou não é?

Outro detalhe, ainda sobre o projeto COBOL, é que foi a ideia de Hopper de que era necessário criar uma linguagem orientada para negócios comuns que deu origem ao nome COBOL, acrônimo de COmmon Business Oriented Language.

Mais curiosa é a origem do termo “bug”! Este surgiu quando Grace tentava achar um problema em seu computador. Quando descobriu o problema, ela percebeu que havia um inseto morto nele. “Bug” é a palavra em inglês que significa inseto. Desde então o termo pegou. Por essa vocês não esperavam, certo?

O relatório de Grace Hopper para o problema no computador, com o insetão anexo.

O relatório de Grace Hopper para o problema no computador, com o insetão anexo.

Olhando para o futuro, temos certeza de que ela continua influenciando e inspirando milhares de mulheres e profissionais. Todos os anos, desde 1994, ocorre o evento “Grace Hopper Celebration of Women in Computing”, o maior evento de mulheres na tecnologia e computação, que se preocupa em incentivar e discutir a participação feminina na área.

Camila Achutti é engenheira de Software de 22 anos e paulistana da gema! Ama a Califórnia, mas quer transformar o Brasil! Ama empreendedorismo e tecnologia e sonha em mostrar o poder de transformação dessa dupla! Odeia pensar que tem gente sofrendo pelo mundo sem oportunidade de mudar de vida. Fundadora do blog Mulheres na Computação e Embaixadora Nacional do Technovation Challenge.

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