23 de outubro de 2015 | Culinária & FVM | Texto: | Ilustração:
Pizza! Pizza! (Já diria Rory Gilmore)

O tema deste mês na Capitolina é Crescimento. E eu não sei vocês, mas pelo menos quando eu ouço essa palavra a primeiras imagem que vem na minha cabeça é uma massa dobrando de tamanho e ficando maior e maior, até explodir! Ok, não até explodir, mas pelo menos até ficar bem boa para fazermos uma pizza. E é isso que vou (tentar) ensinar hoje: como fazer uma pizza. Até porque essa notícia de que teremos uma nova temporada de Gilmore Girls merece ser comemorada com a comida favorita da nossa dupla de mãe e filha mais querida da televisão. Como a nossa é uma revista real, que mostra as dificuldades, alegrias e tristezas da vida real, adianto que essa experiência de primeira pizza feita sozinha pós longo dia de trabalho teve alguns erros de percurso, mas o resultado sou eu comendo ela enquanto escrevo.

Depois de comprar o manjericão na feira orgânica da minha faculdade, o caminho de volta dentro do ônibus com minhas amigas e um aroma irresistível não podia dar outra sugestão: Pizza Marguerita! Fácil, deliciosa e “saudável.”

Para fazer sua pizza super turbinada marguerita você precisará de alguns ingredientes:

  • 4 tomates grandes maduros
  • 200 ml de molho de tomate
  • o quanto você achar que precisa de água
  • manjericão fresco,
  • queijo muçarela (a peça),
  • 200g de farinha de trigo branca
  • sal
  • 15g aproximadamente de FERMENTO biológico para fazer crescer (ou metade do pacotinho de fermento seco).

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O primeiro passo é a massa. Para isso você precisa dissolver o fermento biológico em água e deixar ele se ativar por 5 minutos.
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Depois você coloca em uma vasilha a farinha e o sal, faz um “furo” no meio e despeja seu fermento lá. Essa é a hora da verdade, fique calma, tudo vai dar certo no final! É chegada a hora que você misturar sua massa e massagear, acariciar, bater, fazer tudo o que quiser com ela. Esse é o momento de você treinar esses braços que ficaram parados o dia todo, fazendo levantamento de lapiseira no colégio, só esperando por essa pizza.
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É importante você saber que essa massa vai grudar MUITO. Assim, mas MUITO MESMO! E você terá que manter a calma e perseverar e não sair colocando farinha em tudo, porque senão sua massa ficará seca. Uma saída para desgrudar a mão é colocar um pouco de óleo nas mãos… Mas só um pouco, e assim tentar ir desgrudando.
Depois de ter dado todo amor e carinho em forma de massagem para sua massa, você só precisa fazer uma bola e deixar ela lá em seu sono de beleza por 1 hora, coberta com um pano.
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Quando ela acordar estará mais ou menos assim:
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Feito isso é chegado o momento de abrir a massa. Você pode pegar seu rolo de massa, ou um copo, ou qualquer outra coisa que você ache que dê para esticar essa massa e começar os trabalhos. O ideal é fazer a massa em “formato de minhoca” e só depois começar a esticar. Não esqueça de jogar farinha em cima da mesa que você utilizará para abrir, para não sair grudando tudo.
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Retratos de uma guerra, ou de uma mesa com muita farinha.

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A ideia é ficar melhor que isso, né?
Pronto! É hora de pôr a massa no tabuleiro e preparar seu recheio. Que no nosso caso foi o molho(que eu comprei aquele já pronto), o manjericão (que ficará apenas para o final), o queijo e os tomates em rodela.
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Você irá colocar o molho, o queijo e as rodelas de tomate organizadamente (ou não, porque sua pizza, suas regras), e aí levar ao forno médio (mais ou menos 150 graus) por 25 minutos. Mas não esqueça de a cada 10 minutos ir dar uma olhada para ver se está tudo certo.
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Depois de retirar o forno, é chegada a hora de finalizar sua pizza com uma chuva de folhas de manjericão e o resultado será mais ou menos esse:
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Agora é só chamar os amigos para devorá-la!

Fabiana Pinto
  • Colaboradora de FVM & Culinária

Fabiana Pinto, negra e carioca. Graduanda em Nutrição na Universidade Federal do Rio de Janeiro em tempo integral e, escritora de suas percepções e experimentações do mundo em seu tempo livre.

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A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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