22 de maio de 2015 | Culinária & FVM | Texto: | Ilustração:
Quadro-Luminária Estelar

Desde muito tempo que as relações entre os humanos e o espaço é intensa. As estações do ano e a época certa pra cada ação na agricultura, o caminho a seguir, as previsões do futuro, o entendimento do nosso próprio comportamento e até mesmo uma parte do lazer vinham diretamente das estrelas. Criamos figuras e histórias ligando os pontos no céu, passamos essas histórias de geração a geração e com esse conhecimento desenvolvemos desde a astrologia até a navegação.

Ainda que hoje observar o céu não seja mais uma atividade fundamental pra nossa sobrevivência, continua sendo uma das minha atividades favoritas. Infelizmente, hoje em dia é raro morar em algum lugar onde se tenha o privilégio de olhar para um céu pleno, com pouca interferência de luz artificial, poluição ou mesmo nuvens.

Claro que não vou me propor a fazer aqui algo que seja tão magnífico quanto a natureza em si, mas eu diria que serve de consolo e de recordação, pra quem já viu um céu limpo mas vive quase todos os dias sob um céu sem estrelas.

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– Tela para pintura (com madeira larga)
– Tinta guache ou acrílica preta e branca
– Tintas ou cola 3D metálicas, coloridas e/ou glitter
– Pincéis: o mais fino e o mais largo que você tiver
– Parafuso ou prego “longo”

– Giz de cera branco
– Régua
– Lápis
– Borracha

Esqueci de botar na foto, mas precisa também:
– Pisca-pisca branco ou amarelo
– Fita adesiva

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Pra começar, pintamos toda a tela de preto com tinta guache ou acrílica. Guache é mais barata e fica com um acabamento fosco. Acrílica é mais cara e fica com um acabamento mais brilhante. Acho que com acrílica fica mais bonito, mas meu bolso falou mais alto.

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Também é importante pintar as laterais do quadro.

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Depois de seco, veja como ficou, e se quiser passe mais uma ou duas mãos de preto. Quando estiver satisfeita com a escuridão do seu céu, passamos pro esboço das constelaçõoes. Fiz primeiro essas guias, pra facilitar o trabalho. Segui este mapa aqui.

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Depois, no olhômetro, desenhei as constelações que queria: TODAS as do zodíaco! Mas, se você quiser fazer só uma, ou alguma outra constelação como Orion (As três marias formam o seu cinturão, sabia?) ou as Ursas, é bem possível que o mesmo mapa ainda seja útil, porque está bem grande. Se não achar é só buscar outro no google, tem váaarios… Mas eu realmente achei esse o melhor.

A menos que você seja ariana, nesse caso, talvez seja bom usar esse daqui, porque eu pelo menos achei a constelação de Áries do primeiro mapa meio confusa.

É bom tentar manter a mão mais leve enquanto desenha esse esboço, mas pode ficar tranquila que quando tiver tudo pronto e ainda mais de longe, esses traços a lápis ficarão invisíveis.

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As estrelas principais serão compostas pelo pisca-pisca, as outras você pode fazer como quiser. Eu gostei muito do efeito das tintas respingadas com a escova de dente. Nesse caso, quanto MENOS tinta e mais LONGE a distância entre a mão e a tela, MENORES as estrelas. E o contrário também. Vale a pena começar assim pra ter um efeito galáctico e depois, dependendo do seu gosto e do tamanho da(s) sua(s) constelação(ões) principal(ais), você pode usar a parte de traz do pincel ou mesmo o bico das tintas 3D pra fazer pontos maiores.

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Quando você estiver satisfeita com a aparência do seu céu, pare. Eu deixei o meu só com estrelinhas pequenas mesmo, porque as constelações também não estão grandes e quero bastante atenção nelas, mas cada uma faz como gosta 😉

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Você deve ter percebido que, como eu disse, está bem difícil de ver o desenho que foi feito a lápis. Então vamos reforçar parte dele com a tinta branca e o pincel fino, ou com giz. Com giz é bem mais fácil e preciso, porém o traço fica mais fraco. Com a tinta fica mais forte, mas eu só recomendo que se arrisque tem tiver um pincel “finérríssimo” ou um pulso “hiper-mega-master” firme.

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Daí, então, vamos usar o prego (ou agulha/parafuso, lapiseira) pra fazer furinhos onde em cada constelação deveria ser uma estrela.

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Então viramos o quadro do avesso e prendemos o “controle” do pisca-pisca num canto perto de alguma das constelações com BASTANTE fita adesiva ou cola quente, isso se tiver em casa e você tiver certeza de que não vai querer usar depois o pisca-pisca pra outra coisa.

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De lá, seguimos com o fio encaixando uma lampadinha em cada furinho. Como o meu pisca-pisca é fininho, preferi colar cada lampadinha com fita também, mas se você achar que o seu está bem encaixado no buraco, não precisa.

climinha

Por fim, é sé escolher um lugar pra pendurar a sua luminária (perto de uma tomada – mas rola usar uma extensão também) e curtir seu magnífico céu estrelado mesmo nos dias nublados da cidade grande.

J

 

Maísa Amarelo
  • Colaboradora de Culinária & FVM
  • Ilustradora

21 anos, cursando o primeiro de design. Pras coisas que não gosta de fazer, inventa um monte de regras. Já as que gosta - como cozinhar - faz sem regra nenhuma. É muito ruim com palavras, ainda assim resolveu escrever sobre suas receitas que, em geral, não tem medida alguma.

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A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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