2 de janeiro de 2016 | Ano 2, Edição #22 | Texto: | Ilustração: Beatriz H. M. Leite
Quando Deus te desenhou, ele tava namorando

A gente já falou aqui na Capitolina sobre a história do universo, do planeta Terra, e de várias das pessoas que já passaram por aqui. Mas agora é hora de falar sobre quando nós chegamos. Quando surgiu o ser humano (o homo sapiens) como conhecemos hoje?

Existem várias teorias, algumas mais populares, outras restritas ao meio científico, e ainda aquelas que soam meio… conspiratórias.

O que aprendemos na escola é que, de acordo com as teorias evolucionistas de Charles Darwin, o homem evoluiu de primatas, e foi se adaptando às diferentes condições e situações até chegar no que somos hoje. Foram encontrados muitos fósseis e resquícios que parecem comprovar a teoria da evolução, mas ainda há um chamado “elo perdido” entre as informações descobertas sobre os primeiros hominídeos e nós. Os primeiros homens teriam surgido na África há cerca de 3 milhões de anos, e finalmente se espalhando pelo mundo com seus hábitos nômades, e evoluído de formas diferentes em cada habitat. Mais tarde, um “segundo êxodo” teria saído da África e esses hominídeos teriam eliminado todas essas populações. Essa espécie remanescente já seria do homem moderno. Estudos recentes já falam de uma mistura entre esses povos que existiam (por exemplo, os neandertais) e os homo sapiens, a partir de análises do genoma humano. Existem, portanto, várias possibilidades ainda não comprovadas. Como dá pra imaginar, isso dá margem pra diversas teorias e especulações bem mais esquisitas. Mas vamos falar delas mais pra frente.

Outra teoria muito aceita é a do Criacionismo, que diz que Deus criou tudo que existe, incluindo o homem, que não evoluiu de nada, está em sua forma única e final. A teoria não é unificada, no entanto, e existem variações de uma religião para a outra. Há também as teorias da cabala, do hinduísmo e budismo, que falam da presença do divino na criação do homem.

Para o céu ou para o mar

Voltando àquela história do elo perdido, tem outras teorias que não são lá muito científicas, mas são interessantes. Ok, talvez a palavra certa seja “curiosas”. Se você pesquisar na internet, não é difícil achar sites estranhos e com diagramação bem ruim que falam sobre a história do mundo. No meio disso, é claro, temos eles: os aliens. Há, além de uma parte da história do homem que não foi descoberta, coisas curiosas nos escritos antigos e nos conhecimentos que foram resgatados de povos antigos. O ser humano, acreditando que o conhecimento e o aprendizado são sempre lineares, fica surpreso ao ver povos na região da Suméria que, pelo que foi descoberto, teriam conhecimentos avançados sobre áreas como a astronomia e a matemática. Ao se deparar com isso, algumas pessoas assumem que tem que ter havido alguma influência externa, já que esse conhecimento não é compatível com o que concebemos como realidade para aquele povo. Daí entram os alienígenas. Eles teriam vindo para o nosso planeta para fugir de complicações climáticas em sua terra, e através de manipulações in vitro criaram o homo sapiens. A mistura dos primatas que aqui habitavam com a raça superior alienígena teria gerado os humanos como conhecemos, justificando assim a tal inteligência incompatível com os outros hominídeos.

Mas pode ser também que essa parte da história do ser humano que ainda não conseguimos encontrar esteja um pouco mais perto do que nas estrelas, mas num território ainda menos explorado: os oceanos. Existe um hipótese que diz que o ser humano pode ter tido uma ou mais espécie que era adaptada para viver parcialmente na água (a Hipótese do Macaco Aquático). Algumas características do nosso corpo são típicas também de animais aquáticos, como a quantidade de gordura que temos sob a pele, a falta de pelos e a capacidade de controlar a respiração, coisas que nos diferem até mesmo de outros primatas. A Teoria da Savana é o que normalmente associamos quando pensamos na evolução do homem, pois aprendemos que ele surgiu nas savanas africanas e se adaptou para isso. No entanto, as características da espécie podem indicar mais uma adaptação a uma vida aquática do que em campos abertos da savana. Como, ainda assim, nunca foi encontrado nenhum fóssil nem outra evidência que validasse essa hipótese, ela fica relegada ao campo das ideias malucas a respeito da evolução humana.

Nada disso tem qualquer validação científica oficial, claro, mas como conhecemos menos de 5% dos oceanos do nosso planeta, pode ser que algum dia ainda encontremos alguns parentes nadando por aí. Tá, isso não, mas as evidências necessárias pra validar a hipótese podem realmente estar escondidas nos mares. Ou então os Reptilianos, uma outra raça de alienígenas, que também dizem estar nos manipulando há milênios e que habita o centro do nosso planeta.

No final das contas, existem ideias que fazem mais sentido para uns ou para outros, mas a teoria mais solidificada no meio científico é a evolucionista, principalmente pela quantidade de evidências físicas encontradas. Existe, como em todos os campos que estudam o passado, muita especulação e muitas ideias conflitantes, e é possível que nunca cheguemos a uma resposta única. Às vezes a ciência parece até um pouco uma questão de fé, mas na verdade são só diferentes possibilidades que as informações concretas que temos até agora nos forneceram.

Verônica Montezuma
  • Colaboradora de Tech & Games
  • Audiovisual

Verônica, 24 anos, estuda cinema no Rio de Janeiro. Gosta de fazer bolos, biscoitos e doces, e é um unicórnio nas horas vagas.

  • http://equantoapepsi.blogspot.com.br Juliana

    Não querendo ser chata, mas o link sobre o macaco aquático vai parar na loja da apple. Dá uma olhada depois 🙂

    • http://www.revistacapitolina.com.br/ Revista Capitolina

      Obrigada por avisar, já estamos mudando! (:

  • julianna

    muito bom o texto! Adoro procurar por explicações diferentes que cada cultura tem para um mesmo assunto. Algumas teorias realmente me assustam, como a teoria reptiliana de David Icke, totalmente antissemita, mas que chegou a ser tema de palestras para mais de 1000 pessoas no Canadá

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A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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