25 de janeiro de 2018 | Edição #41 | Texto: | Ilustração: Juliana Adlyn
Quer adrenalina? Corra (para as) nas colinas

Foi preciso tirar os pés do chão e se jogar. Fechar os olhos e acreditar – por cinco vezes – que o caminho estava logo ali, que a terra firme voltaria a aparecer em seus pés e que, se abrisse os braços no ar, não sairia voando nem cairia. Foi preciso confiar.

 

Durante os 4 dias da Inka Jungle Trek, Lorrayne Isabela Chaves passou por cinco tirolesas – uma das adrenalinas que o arborismo proporciona quando você o escolhe entre as práticas esportivas na floresta. Para quem nunca tinha feito uma sequer, ser penta é garantir que, além de confiança, ficou aprovada a performance.

 

Se aventurar em meio à natureza é saber que você pode superar seus limites e praticar o inimaginável. Lorra, como também é conhecida, encarou uma descida de 2 horas de mountain bike + 10 horas de caminhada subindo e descendo, mudando temperatura e altitude que, por consequência, aumentava e diminuía a sua potência respiratória – e ainda escapou de um rafting (opcional no passeio).

 


Vale lembrar aqui de outras práticas esportivas que não estavam inclusas em seu passeio, mas que também fazem parte das aventuras na floresta:

 

Trekking: as trilhas de um ponto a outro na floresta. Para quem está começando é o melhor esporte. São as caminhadas com percursos variáveis.

 

Rapel: feito em cachoeiras e montanhas, são descidas realizadas com o auxílio de cordas e cintos.

 

Escaladas: subidas em montanhas realizadas com técnicas e equipamentos próprios e de segurança. É importante estar acompanhado de guias.


 

 

O diferencial proporcionado por estas aventuras é que você avista uma paisagem bonita a todo instante e toda parada é revigorante. Precipícios, lagos, montanhas, e, no caso da Lorra, após quatro dias de trilha, um final – feliz, é claro – em Machu Picchu: simplesmente uma das 7 maravilhas do mundo!

 

“É realmente maravilhoso, surreal, algo que toca quem se entrega e topa abrir o coração pra viver e poder sentir um pouco toda a história e o significado daquele lugar. (…) Vivi uma semana intensa, cheia de aventura, muuuuuita adrenalina, suor, picada de mosquitos, banho gelado, fiquei sem internet (o que fez toda a diferença) e sinto que superei alguns medos”, relembra a publicitária de 22 anos.

 

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Se exercitar já é uma dificuldade natural, ir para outro país em busca de aventura pode se tornar um acúmulo de “não’s” (sem dinheiro, sem companhia, sem ânimo, medo…). É por isso que a gente agradece ao Brasil que temos (enquanto é tempo!), cheio de possibilidades de sermos adeptos a esportes florestais aqui mesmo.

 

A maioria das capitais do país tem por perto uma área preservada que pode ser explorada para práticas. Para se ter uma ideia, apenas de parques nacionais administrados pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) são 71 espalhados pelo país (G1). Vale a pena dar um Google e procurar o espaço mais próximo de você.

 

Não precisamos ser a Lorrayne, não precisamos sequer ser Maomé – que, se não vai à montanha, a montanha vai até ele. Nós aqui estamos dispostos a ir até ela sem enrolação e te mostrar – para não dizer convencer – os benefícios de investir em esportes na floresta:

 

  • respirar ar puro;
  • aproximar-se da natureza;
  • ter a sensação de liberdade;
  • aventurar-se na terra, água e mato em um mesmo caminho;
  • misturar vários tipos de esportes;
  • visar mais o prazer que a competitividade;
  • conhecer mais os limites do seu corpo;
  • escapar da urbanização.

 

Estes são alguns dos benefícios que os esportes na floresta trazem, além daqueles que a maioria dos exercícios oferecem para a saúde – como melhorias para a respiração, circulação, coração, entre outros.

 

Devemos ressaltar que o prazer de se aproximar das questões ambientais por meio do esporte também nos traz responsabilidades. Dessa forma, é preciso atuar de forma consciente para o desenvolvimento sustentável, preservando o planeta para que sua prática seja não apenas uma história para as próximas gerações, mas também um exemplo.

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Queka Barroso
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Nascida na geograficamente pequena, mas amorosamente imensa, Barroso/MG, Queka quis homenagear sua cidade colocando-a como sobrenome - o nome, aliás, é Jéssica, mas isso só no RG. Moradora de Belo Horizonte desde os cinco anos, foi na capital mineira que se formou jornalista e exerce e estuda a profissão na área esportiva - sua maior paixão. Nasceu em fevereiro, é amante do carnaval e é do signo de Peixes. Embora não tenha conhecimento sobre astrologia, sabe que tudo que falam sobre pisciano bate com sua personalidade. Queka agora escrever e transcrever as escritas de Rubem Alves (no blog Sou Muitos) e Nelson Rodrigues (em um livro ainda em construção). Na cozinha, o que não sabe fazer, sabe comer. Se for uma boa comida mineira ou coxinha então... Quando não tem jogo, certamente está assistindo Padrinhos Mágicos, Matilda ou Frozen. "Você quer brincar na neve?"

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A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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