23 de dezembro de 2014 | Ano 1, Edição #9 | Texto: | Ilustração: Jordana Andrade
Quero sair do armário! – Entrevista com Camila Furchi e Mayra Rhayane

Desde pequenas, somos pressionadas a ser heterossexuais. Às vezes de forma mais incisiva, às vezes com menor evidência. Perguntas como “e os namoradinhos?”, que nós tanto ouvimos em festas de família, são muitas vezes ingênuas, mas representam toda uma mentalidade heteronormativa – ou seja, que toma a heterossexualidade como padrão. Essas imposições acontecem desde cedo e limitam muito meninas e meninos que se sentem atraídos ou apaixonados (ou os dois ao mesmo tempo) por pessoas do mesmo gênero. Para as meninas, é dificílimo assumir sua sexualidade diante de tamanha lesbofobia, que se manifesta através da repressão, da violência, da negação e dos inúmeros discursos de ódio. Se assumir para a família ou para os amigos é uma missão difícil, delicada e dolorida, mas que também significa muito. Por isso, conversamos com a Camila Furchi e a Mayra Rhayane, do coletivo de lésbicas e bissexuais da Marcha Mundial das Mulheres. Elas nos contaram sobre suas vivências, experiências, lutas e resistências, e o resultado está aqui embaixo:

Créditos
Entrevista: Helena Zelic
Gravação: Fernanda Prieto, Gabriela Sakata e Laura Viana
Edição: Laura Viana

Helena Zelic
  • Coordenadora de Literatura
  • Ilustradora
  • Colaboradora de Relacionamentos & Sexo

Helena tem 20 anos e mora em São Paulo. É estudante de Letras, comunicadora, ilustradora, escritora e militante feminista. Na Capitolina, coordena a coluna de Literatura. Gosta de ver caixas de fotografias antigas e de fazer bolos de aniversário fora de época. Não gosta de chuva, nem de balada e nem do Michel Temer (ugh).

  • Beatriz Leite

    Gente, eu contei pra familia através de um texto pra capitolina :3 hahahaha

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  • Luísa

    Até depois de ter certeza de que sou lésbica, eu nunca havia dito isso em voz alta, nem pra mim mesma! Minhas amigas mais próximas do colégio ja sabiam, mas ainda assim nunca havia dito “sou lésbica.”. Até o dia que eu disse, assim que as palavras saíram da minha boca eu achei que ia desmaiar, mesmo tendo dito pras tais amigas que ja sabiam, e então o assunto seguiu sem neuras, sem nenhum problema e eu só queria sorrir pra sempre. Como Mayra falou no vídeo, é realmente libertador.
    Ainda não me exponho tanto porque é dificil, mas exatamente hoje uma guria em minha sala de aula disse “Menino é um saco! Vou virar lésbica pra ver se tenho mais sorte no amor” e eu respondi com “Não! Sou lésbica e estou na mesma”Nem reparei que havia falado isso, só reparei na cara surpresa dela por segundos e sorri <3

Sobre

A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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