17 de novembro de 2014 | Cinema & TV | Texto: | Ilustração:
Representatividade negra em séries
protagonistasnegras-LuizaSerpa

protagonistasnegras-LuizaSerpa

Ilustração: Luiza Serpa

Nossa identidade é construída de forma histórica e social. Principalmente durante a adolescência, quando costumamos nos formar a partir daquilo que vemos e ouvimos, enquanto nos espelhamos no outro para fortalecer nosso eu.

Assim sendo, é particularmente mais difícil para pessoas negras conseguirem se enxergar de forma positiva até nas coisas mais simples, como em um filme ou em um seriado.

Isso não é por acaso uma simples coincidência do destino. A produção midiática é pautada em instrumentos de exclusão de realidades e representações de pessoas não brancas.  Você liga a TV, vai ao cinema, vê um curta e se sente pertencente e minimamente representada?

Eu também não.

De acordo com o IMDb, maior banco virtual de acervos de filmes e séries, da lista de 50 séries mais populares lançadas em 2014, apenas 6 têm entre seus protagonistas atores ou atrizes negras. Você pode conferir aqui.

Então, essa lista da Capitolina é especial para aquelas que querem matar o tempo vendo séries, enquanto se sentem parte de algo. De algo que não seja relacionado apenas à escravidão (não que nossa história não mereça ser contada, mas é que às vezes temos a impressão de que isso é tudo que temos). Nós somos mais do que isso.

A lista a seguir tem algumas indicações. Como devem imaginar, não foi assim tão fácil de se elaborar, mas contei com a ajuda de uma pessoa que sabe que representatividade é show. Obrigada, Ve.

Espero que gostem e que tenham programa garantido nas férias!

1.    How to get away with murder (2014) 

Classificação indicativa: 16 anos

43 min??-??Crime?|?Drama?|?Mistério

Essa série é incrivelmente estrelada por Viola Davis (atriz de prestigiada filmografia, duas vezes indicada ao Oscar e indicada ao Globo de Ouro), e produzida pela brilhante Shonda Rhimes, (roteirista, cineasta e produtora norte-americana indicada ao Emmy, criadora de já conhecidas e aclamadas séries, como Grey’s Anatomy e Scandal). Duas mulheres negras com uma grande história na indústria.

A série relata os casos e aulas comandados por  Annalise DeWitt (Viola Davis), professora de direito da disciplina chamada “Como se livrar de um assassinato”.

A número um em sua área recruta um time de cinco estudantes para acompanhá-la durante seus poderosos e controversos casos. Prepare-se para reviravoltas.

2.    Scandal (2012) 

Classificação indicativa: 14 anos

43 min??-??Drama?|?Thriller

Ex-consultora de  comunicações da Casa Branca, Oliva Pope (Kerry Washington), abre sua própria empresa e passa a administrar e defender a imagem e reputação de pessoas da elite. Mas o fato é que ela parece não conseguir romper totalmente os laços que a ligam com seu antigo emprego.

3.    Luther (2010) 

Classificação indicativa: 14 anos

60 min??-??Crime?|?Drama?|?Mistério

A história acompanha a trajetória do detetive John Luther (Idris Elba), que volta ao trabalho depois de ter tido uma forte crise emocional e de ter sido afastado, depois de envolvimento com um importante caso. Sua volta é marcada por suas instabilidades e obsessões.

Para finalizar, gostaríamos de relembrar de séries que fizeram e ainda fazem um grande suceso nos dias de hoje. É o caso, por exemplo, de Eu, a Patroa e as Crianças (My Wife and Kids, 2001) e As Visões da Raven (That’s So Raven, 2003). Premiadas séries norte-americanas que relatavam, a partir de uma visão divertida e cômica, a vida de famílias negras nos Estados Unidos, na primeira década dos anos 2000.

Amanda Lima
  • Colaboradora de Saúde
  • Colaboradora de Educação
  • Colaboradora de Se Liga

Amanda, 22 anos, mas com carinha de 15. Ama o significado de seu nome, mas prefere que a chamem de Nina. Psicóloga e militante feminista, sabe que conhece ainda tão pouco e por isso tem uma sede muito grande em conhecer mais. Mais da vida, mais do mundo, mais de tudo. Nutre um amor incondicional por Beyoncé e, nas horas vagas, sonha em poder mudar o mundo.

Sobre

A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

Arquivos