15 de junho de 2016 | Ano 3, Edição #27 | Texto: | Ilustração: Clara Browne
Rolou uma química

Apesar de ser fofo imaginar que o amor vem do coração, a ciência tem explicações menos românticas para esse fenômeno que abala nossas vidas e nos transforma. É o literal “rolou uma química”. Quando nos apaixonamos, nosso cérebro comanda a liberação de dopamina (que provoca a sensação de prazer) e norepinefrina (que acelera nosso coração), que causam os sintomas daquela paixão inicial que nos tira de órbita. Depois vem a oxitocina, que ajuda no vínculo do casal, aproxima os dois, e daí é ladeira abaixo, colega. Ou ladeira acima. Basicamente, os nossos sentimentos são resultados de reações químicas no corpo.

Somos construídos para ficarmos meio fora dos trilhos quando nos apaixonamos. Até aquela obsessão com o(a) parceiro(a) é causada pela química, que foca a nossa atenção na pessoa amada. Aquela obsessão que chamamos de “saudável” para soar menos assustador. Apesar de estranho pensar que o amor, na realidade, é racional, é um pouco reconfortante e até faz sentido. Alguns cientistas afirmam que pelo menos doze áreas do cérebro são ativadas só quando você olha para a pessoa amada. Imagine quantas reações seu corpo tem para desenvolver o amor.

Por outro lado, quando temos o coração partido, o cérebro entra em ação mais uma vez. Além do nível de serotonina baixar drasticamente, o que causa aquela sensação depressiva de término de relacionamento na qual, por vezes, nos afundamos, foi descoberto que o corpo humano possui um gene que conecta a dor física sensitiva com a dor social sensitiva, ou seja, faz a rejeição amorosa de fato doer fisicamente.
Agora você sabe o que fazer quando o coração acelerar por aquela pessoa: xinga o seu cérebro e dá uma folga para o coitado do seu coração.

Priscylla Piucco
  • Membro do Conselho Editorial
  • Coordenadora de Relacionamentos & Sexo

Priscylla. Apaixonada por seriados, kpop, reality show ruim, Warsan Shire e as Kardashians. Odeio o Grêmio e cebola. Prazer, pode chamar de Prih agora.

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