17 de julho de 2016 | Poéticas, Quadrinhos, Sem categoria | Texto: | Ilustração: Gabriela Sakata
Roteiro de viagem: minha leitura de “Topografias”

Nesse último final de semana rolou o lançamento do livro “Topografias” das artistas Julia Balthazar, Bárbara Malagoli, Taís Koshino, Puiupo, Mariana Paraizo e Lovelove6. Publicada pelo Selo Piqui, a publicação é uma representação da produção feminina no cenário independente. A equipe ainda contou com a capa maravilhosa de Ingrid Kita e o projeto gráfico de Lívia Viganó.

Essa preciosidade pode ser adquirida por somente 32 reais (isso já com o frete!) no site do selo. Não precisa nem dizer que super indico para todas essa leitura, ao invés disso, apresento para vocês meu roteiro pessoal de leitura (que foi mais uma viagem).

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Vamos começar do começo. De cara com o livro já tem a capa maravilinda, o título curioso e a paleta de cores mais fofa. Na minha opinião o percurso da capa até a primeira história é como se estivéssemos entrando no personagem, um pequeno ritual para virarmos uma só com as autoras.

A viagem começa com um mergulho, mas não um mergulho assustador ou solitário. Pessoalmente, mergulhei, em “Chuva de Verão” de mãos dadas com as personagens de Julia Balthazar. E enquanto afundávamos em um universo muito familiar de isolamento e tranquilidade meus pensamentos foram longe.

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Depois disso aterrissamos em um novo universo, “Frumello”. Barbara Malagoli me teletransportou para um paraíso futurístico e trouxe um lindo monologo extremamente reflexivo. A qualidade das ilustrações são marcantes nessa história, me peguei olhando para cada detalhe de cada desenho.

Ainda no futuro, a tocha passa para Taís Koshino. Devo admitir que “Teneusca” foi minha parte favorita da viagem, o convite de poder viajar no tempo e no espaço e a narrativa desapegada e telepática me conquistaram de primeira. Com as linhas simples e a página cheia, a leitura (ou viagem) continua sem turbulências…

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Mas então começa “Flagelo” da artista Puiupo. Seu traço marcante somado com a história mais inovadora do livro me levaram para mais uma realidade, mais um universo. A personagem principal me deixou com vontade de mais, de saber o que tinha acontecido antes e o que ia acontecer depois.

Como de uma soneca, acordamos na “Sátira Latina”. Com a técnica mais diferente da publicação, a colagem de Mariana Paraizo (aka Mazô) usa de uma narrativa sem linearidade e cheia de desvios para trazer uma história politizada e poética. Individualmente as colagens são muito delicadas, mas em sequencia a narrativa se forma e a vontade é de pendurar tudo na parede.

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Com chave de ouro terminamos a viagem (ou leitura) com “Arvores”. O momento mais intimo que temos com o livro, na minha opinião. As ilustrações de tirar o folego da Lovelove6 delineiam esse universo acolhedor embalado pela narrativa apaixonada das personagens.

Como em um chorinho, o livro termina com um swap de ilustrações dos rostos das autoras por elas mesmas. E assim, terminamos essa viagem com um sorriso no rosto e um aperto no coração. A única critica que tenho sobre a publicação é o tamanho, porque eu queria mais!

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Julia Balthazar, Bárbara Malagoli, Taís Koshino, Puiupo, Mariana Paraizo e Lovelove6.

Bom, para você que ficou até aqui: obrigada pela atenção e boa leitura de “Topografias”. Lembrando que você pode adquirir o livro no site do Selo Piqui e para quem não tem grana agora pode ver o preview no Vimeo e tentar comprar depois. E então, como foi a sua viagem?

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Gabriela Sakata
  • Ilustradora
  • Colaboradora do Tecnomanícas
  • Colaboradora de Artes
  • Colaboradora de Poéticas
  • Audiovisual

Gabriela, 22, moro em São Paulo/SP. Gosto de assistir documentários e umas bobagens no Netflix, ficar no Tumblr e assistir videos no Youtube. Além disso adoro achar músicas novas pra escutar, conversar sobre política, jogar LOL e ler teorias da conspiração. Estou cursando Artes Visuais e comecei uma página no Facebook com minhas ~~artes~~ (não é muito atualizada).

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A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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