17 de maio de 2016 | Ano 3, Edição #26 | Texto: | Ilustração: Ana Maria Sena
Sobre empoderamento: Geração Tombamento
tombei

Como já dizia a rainha Karol Conka, a geração tombamento  está aí para mostrar que “já que é para tombar, tombei”. Cores, brilhos e muito estilo são as palavras para definir essa geração que vem para quebrar o que se entende por padrões e chamam a atenção por onde passam. Essa geração *  é a nova roupagem do reconhecimento e fortalecimento da negritude através da estética.

O termo tombamento  significa deitar, lacrar, fechar o tempo, causar impressão e é a melhor forma de definir essa geração de pessoas estilosas, com vibe única e super coloridas que propaga o reconhecimento e fortalecimento da cultura negra. A estética dessa geração caracteriza–se por cores vivas e muito brilho em cabelos, unhas, batons, estampas e tecidos étnicos. No Brasil, as artistas Karol Conka, Tássia Reis, e Magá Moura são as que inspiram as jovens com seus looks.

Desde o período escravocrata, o corpo negro é depreciado, mal visto e criticado pela sociedade. Aos poucos temos conseguido recuperar nossa auto estima e nos ver como belas. O primeiro passo para esse processo seria a estética, por isso movimentos como esse da geração tombamento são importantes, pois permitem que pessoas negras se sintam e sejam vistas como belas, tenham liberdade de ser o que quiserem e de se vestirem como quiserem, se empoderando.

O Brasil não é o único país a abrigar esse movimento, já que temos o Afropunk nos Estados Unidos e os Fashion Rebels  na África do Sul, que abrem um novo espaço na moda colocando pessoas negras no lugar de beleza para novos fluxos de empoderamento da sua própria estética.

 

 

* Como inspiração e referência para esse texto usei os textos Parem de Criticar a Geração Tombamento e Fashin Rebels: A Geração Tombamento da África do Sul da incrível  Lorena Lacerda Do Imprensa Feminista.

 

Vicky Régia
  • Conselho Editorial
  • Coordenadora de Se Liga
  • Coordenadora de Esportes
  • Colaboradora de Artes
  • Colaboradora de Sociedade
  • Colaboradora de Educação

Vitória Régia tem 21 anos, estuda jornalismo e acredita no poder da comunicação para mudança social. É nordestina de nascimento, paulista de criação e carioca por opção. Adora conhecer diferentes culturas e é apaixonada pela arte de contar histórias. Dedica a vida a militância nos movimentos feminista, negro e LGBT e acorda todos os dias pensando em como mudar o mundo.

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A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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