18 de maio de 2014 | Ano 1, Edição #2 | Texto: and | Ilustração:
Sonhos não realizados
Ilustração: Beatriz Quadros.

Ilustração: Beatriz Quadros.

Texto de Brena O’Dwyer & Isadora M. Almeida.

O tema desse mês aqui na Capitolina é sonho. Resolvemos falar de uma coisa que parece chata – e é mesmo –, que são os sonhos não realizados. Sabe aquele seu sonho de ser cantora? Modelo? De passar pra um curso x numa faculdade y? De namorar fulano ou pegar sicrana? Então, às vezes – muitas vezes até – essas coisas que a gente quer muito não acontecem.

Vocês podem estar olhando para essa matéria agora e pensando: “Eu sempre achei que a Capitolina fosse me apoiar a seguir meus sonhos e desejos”. E a Capitolina apoia! Entretanto, às vezes não rola. O importante nessa hora é não entrar em desespero e perceber duas coisas:

1) Quando algo que queríamos muito não acontece, isso não quer dizer nada sobre a gente. Se você não passou no vestibular ou reprovou de ano isto não quer dizer que você é burra ou menos inteligente que quem passou. Existem vários tipos de inteligência e algumas pessoas têm mais dificuldade mesmo de se adaptar na escola; às vezes podemos mandar mal e não ter estudado o suficiente, ou simplesmente ter tido um ataque de cólicas no dia da prova. Muitas coisas podem acontecer que impeçam seu sonho de se realizar, e a maioria delas está totalmente fora do seu controle.

2) Quando um sonho não se realiza, outras portas se abrem. Se seu sonho é ser cantora, mas você não tem tempo, dinheiro ou então voz pra isso, você pode descobrir que é incrível em outras coisas. Você pode descobrir que cozinha super bem ou então que suas notas boas em matemática não eram por nada.

É legal perceber também que podemos até realizar nosso sonho, e depois desistir dele. Por exemplo, conseguir ficar com o menino ou a menina que a gente mais queria e depois perceber que aquela pessoa não tem nada a ver com você e que talvez olhar para alguém que nunca olhou antes seja interessante. Até vale aquela dica do “se não deu certo, é porque não tinha que dar mesmo”. O importante é tentar, se arriscar e, se der errado, aprender com os erros. Mas se der certo, vale até sair correndo gritando (ok, isso é exagero).

Além de tudo isso, às vezes a gente não pode viver nosso sonho como um trabalho, mas podemos viver ele como um hobby. Você pode virar advogada ao invés de ilustradora ou cartunista, mas pra que largar o caderno de desenhos?

Nunca sonhamos em escrever para uma revista adolescente, mas não há nada que gostemos mais de fazer atualmente.

Brena O'Dwyer
  • Colaboradora de Relacionamentos & Sexo

Brena é uma jovem carioca de 22 anos que cada dia tem um pouco menos de certeza. Muda de opinião o tempo toda e falha miseravelmente na sua tentativa de dar sentido a si mesma e ao mundo em que vive. Gosta de ir ao cinema sozinha as quintas a noite e de ler vários livros ao mesmo tempo. Quase todas as segundas de sol pensa que preferia estar indo a praia, mas nunca vai aos domingos.

Isadora M.
  • Coordenadora de Ilustração
  • Colaboradora de Artes
  • Colaboradora de Estilo
  • Ilustradora

Isadora Maríllia, 1992. Entre suas paixões estão: Cookie Monster, doces, histórias de espiãs (como Harriet The Spy e Veronica Mars), gatos e glitter. No entanto, detesta bombom de abacaxi e frutas cristalizadas.

  • Aline M

    E o tempo, o que acontece nas frustrações, o inesperado, muda cada sonho um pouco, já que sonho também é resposta de instante.

  • Pingback: Sonhos x Realidade | Capitolina()

Sobre

A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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