15 de dezembro de 2015 | Sem categoria | Texto: | Ilustração: Jordana Andrade
Startups: da academia ao mercado

Você já ouviu falar em startups? Será que esse modelo de negócios pode incentivar a inovação científica? Mas como?

QUE É ISSO?
O termo “startup” significa algo como “inauguração”, “início”. Ok, Beatriz, início de quê? De empresas! De uma maneira geral, startups são empresas em estágios iniciais. Tipo, bem iniciais. Às vezes, existe só a ideia de fazer algo novo. A diferença entre startups e outras empresas que estão começando é que a ideia original deve ser repetível e escalável. Isso significa que a empresa deve ser capaz de entregar seu produto independentemente do mercado ou do número de pessoas que compram. Por exemplo, de uma maneira simplificada: pra vender DVDs você tem que fabricar cada um deles, enquanto na Netflix você entrega o mesmo arquivo pra um milhão de pessoas. No primeiro caso, você corre o risco de fabricar uma quantidade muito maior ou muito menor que a sua demanda, e isso reflete no setor financeiro.  Além disso, um baixo custo inicial deve conseguir gerar uma receita grande e crescente. À medida que os negócios crescem, não é necessário gastar mais pra atender um maior número de clientes!

MAS COMO FUNCIONA?
Existem no Brasil dois processos comuns atualmente para transformar ideias em startups:
o primeiro é através de startup weekends. Fins de semana dedicados ao aprimoramento de boas ideias, com a formação de equipes e a presença de mentores que as orientam. Costuma haver um certo tipo de processo seletivo, premiando as melhores ideias ao final com valores em dinheiro ou consultoria especializada.
O segundo é procurando empresas incubadoras ou aceleradoras. Apesar de apresentarem diferenças entre si, de maneira geral elas buscam apoiar e incentivar o crescimento de startups ao fornecer treinamentos, consultoria jurídica e financeira entre outros em troca de participação acionária. Isso significa que você pode procurar ajuda para desenvolver sua ideia, em vez de tentar chamar a atenção no meio de dezenas de outras novas empresas.

E A CIÊNCIA NISSO?
Considerando a necessidade de um investimento pequeno com o objetivo de lucrar muito, não é difícil perceber o porquê de a grande maioria das startups ser de empresas virtuais. O custo de se ter um escritório online é muito menor que o de um escritório físico. Assim, há muito investimento na criação de sites e aplicativos, enquanto ideias relacionadas às ciências da vida ainda são poucas. Outro motivo pra isso é a burocracia para tornar reais ideias relacionadas à saúde, por exemplo. São necessários muitos testes e várias fases de aprovação legal para que saiam do papel, importantes para garantir a segurança de sua realização.

COMO MUDAR ESSE QUADRO?
Uma solução para a falta de projetos voltados à ciência é tentar transpor ideias das universidades para o mercado usando as startups como ponte. Muitas vezes, as pesquisas feitas são arquivadas e ficam apenas no campo teórico, mesmo tendo grande potencial de ajudar pessoas. A busca de ideias nas pesquisas acadêmicas ajuda a divulgação científica e disponibiliza esses resultados ao público. É uma maneira, também, de incentivar a inovação na pesquisa ao tentar solucionar problemas reais!

ONDE EU POSSO SABER MAIS?
Se você ficou curiosa, alguns lugares legais para pesquisar mais a respeito são o site da revista Exame, o site do Sebrae, e sites de incubadoras e aceleradoras, que podem ser consultados no site da Associação Brasileira de Startups.

Agradecimentos especiais à Natália Diniz, integrante da empresa ganhadora do 2º lugar no Startup Weekend BH Biotech!

Beatriz Rodrigues
  • Colaboradora de Ciências
  • Colaboradora de Estilo
  • Colaboradora de Saúde

Bia Rodrigues ou só Bea tem 19 anos, é mineira, estudante de Farmácia e adora fatos inúteis. Se tivesse que comer só uma coisa pelo resto da vida, escolheria batata. Ainda não acredita que conheceu outras meninas da Capitolina. É 60% Corvinal e 40% Sonserina.

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