9 de outubro de 2015 | Edição #19, Edicoes | Texto: | Ilustração: Izadora Luz
Tem coisa demais na internet!!! Comofas?

O avanço das tecnologias faz com que elas fiquem cada vez mais baratas e com que cada vez mais gente possa acessá-las. É só prestar atenção, por exemplo, em como as crianças ganham telefones, tablets e computadores muito mais novas do que eu ou você ganhamos! Com mais pessoas acessando a internet, principalmente através de dispositivos móveis, é previsível que mais conteúdo seja produzido e publicado, e que essa quantidade aumente cada vez mais.

Parênteses aqui: é importante falar que a simples facilitação da compra ou obtenção de tecnologia não garante a inclusão digital. É preciso, também, garantir o acesso à internet e que as pessoas dominem as máquinas com que estão tendo contato. No caso do Brasil, os dois últimos problemas são os que precisam receber mais atenção, embora já existam esforços do governo e de instituições do comércio e da indústria para que eles sejam superados.

Ok, continuando! É cada vez mais fácil acessarmos produções que antes nem sonhávamos conhecer: podemos aprender idiomas novos através dos nossos smartphones, ler o jornal da manhã de Hong Kong, ver todas as fotografias ganhadoras do prêmio Pulitzer dos últimos anos ou descobrir o quinto nome da princesa Izabel num piscar de olhos. Isso tudo é possível porque, entre outras coisas, estamos centralizando o conhecimento. Afinal, podemos usar uma base de dados como o Google ou a Wikipedia com facilidade para encontrarmos quase qualquer coisa que tenha sido colocada online. Pensa em como isso é mais prático do que ter que descobrir um livro específico para cada assunto em que tenhamos interesse!

Outra coisa legal usada para nos ajudar a organizar todas as novas e antigas produções agora disponíveis online é o uso de hashtags. Com elas, você consegue encontrar exatamente aquilo que procura. Com a combinação entre duas, três, infinitas hashtags é possível rapidamente refinar suas buscas, o que é extremamente útil quando se quer encontrar uma playlist específica no 8tracks ou extremamente frustrante quando o seu site preferido não permite esse tipo de busca (estamos de olho em você, Tumblr!).

É claro que mesmo assim às vezes é difícil lidar com o tanto de coisas que podemos acessar a qualquer hora e com a maneira com que a quantidade de informações que as tecnologias geram cresce exponencialmente. Vamos tirar isso do caminho de uma vez: é muito, muito, muito difícil que você consiga ler todos os textos que deseja, consiga acompanhar todos os Instagrams que curte e todos os seus Tumblrs preferidos e ainda dar conta das suas coisas da escola, trabalho, ajudar em casa, etc, até porque todo dia surge uma coisa nova legal. Entender e aceitar isso é extremamente importante para evitar frustrações e saber selecionar o que é mais importante para você.

Essas são algumas dicas para aprender a consumir todo o conteúdo que te chama a atenção e não se sentir sobrecarregada com a quantidade de dados disponível na interwebz:

DESCUBRA O QUE TE INTERESSA

Quando você percebe que não vai dar conta de consumir todos os textos e toda a mídia que quer, fica mais fácil perceber o que desperta mais o seu interesse. Eu, por exemplo, gosto muito de ler sobre linguística, análises narrativas, adolescência e redes sociais. Por causa disso, já sei que não adianta nada eu gastar meu tempo lendo sobre, sei lá, carros ou esportes. Assim é mais tranquilo focar nas coisas que eu sei que farão sentido pra mim em vez de tentar absorver um assunto que não me prende. Isso não diz respeito só a interesses: tem a ver com o estilo de leitura que te agrada também. Não adianta nada procurar textos gigantes sobre o seu tema preferido se você sabe que vai gostar muito mais de assistir a um documentário.

SAIBA ONDE PROCURAR

Determinados os assuntos e os tipos de mídia que mais combinam com você, é só uma questão de tempo e atenção até perceber que existem sites ou diretores de cinema que fazem exatamente o que você quer ver. Faça listas, peça indicações, use o método da tentativa e do erro: quando você cria um repertório de fontes que correspondem com o tipo de conteúdo que você gosta, ele chega a você sem que seja necessário o esforço de pesquisa toda vez que você quiser gastar um tempo naquilo.

ESCOLHA O QUE QUER PRIORIZAR

Todas nós somos pessoas multifacetadas que gostam de muitas coisas, certo? Mas nem sempre queremos ou podemos dar o mesmo nível de atenção que queremos pra todas elas. Desse jeito, saber bem a espécie de assunto de que você quer saber mais detalhadamente faz com que o nosso consumo de mídias e conteúdo seja focado justamente em aprofundar conhecimentos sobre aquilo, enquanto lemos menos detalhadamente sobre assuntos em que não nos interessamos tanto.

CRIE SEU PRÓPRIO ARQUIVO

Pocket, Readability, Dropbox e Tumblr são apenas algumas sugestões de sites e aplicativos que podem ser úteis para guardar links e textos que você possa querer ver depois e são facilmente acessáveis por qualquer dispositivo conectado à internet. Em algum deles, você pode usar tags para separar por categorias o que armazena, o que, como eu já disse antes, facilita pesquisas futuras.

FAÇA VOCÊ MESMA

Se depois disso tudo você ainda não conseguiu encontrar ou acompanhar os conteúdos de que gosta, talvez seja a hora de produzi-lo você mesma! Afinal, o avanço das tecnologias e o crescimento de informações que isso gera não necessariamente significam que essas informações são diversificadas. Foi por esse motivo que a Capitolina nasceu: todas nós tínhamos vontade de ler sobre os assuntos que tratamos aqui, mas nunca conseguíamos encontrá-los sendo tratados da maneira que nos interessava. O mais legal da internet é isso: todas nós fazemos parte dela e por isso somos responsáveis por moldá-la a crescer exatamente como queremos!

Beatriz Rodrigues
  • Colaboradora de Ciências
  • Colaboradora de Estilo
  • Colaboradora de Saúde

Bia Rodrigues ou só Bea tem 19 anos, é mineira, estudante de Farmácia e adora fatos inúteis. Se tivesse que comer só uma coisa pelo resto da vida, escolheria batata. Ainda não acredita que conheceu outras meninas da Capitolina. É 60% Corvinal e 40% Sonserina.

Sobre

A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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