27 de abril de 2015 | Ano 2, Edição #13 | Texto: and | Ilustração:
O tempo não é fixo: teoria da relatividade

Todo mundo já teve mil fantasias sobre viagens no tempo e pelo universo, ideias super populares em livros, filmes e séries. Todo mundo gostaria de poder controlar o tempo. Talvez por isso a teoria da relatividade seja tão popular, mesmo fora da física. Ela mostra que o tempo e o espaço são mais complexos do que pode parecer à primeira vista, e que existem muito mais coisas que não entendemos do que pode parecer.

Nós temos sempre a impressão que o tempo e o espaço são coisas fixas, absolutas. Mas a relatividade de Einstein aparece mostrando que as medidas de tempo espaço variam dependendo do ponto de referência (ao contrário da velocidade da luz, que permanece sempre a mesma), só que isso é imperceptível porque as diferenças são tão minúsculas dentro da nossa realidade – o que seria diferente se nós tivéssemos naves que viajam em uma velocidade próxima à da luz. Vemos aos montes essas premissas nos filmes de ficção científica. Por exemplo, se essas naves existissem e a Rihanna for dar umas voltas pelo espaço em uma delas enquanto a Beyoncé fica na Terra, o tempo passado segundo o relógio da Beyoncé vai ser bem maior do que o tempo passado segundo o relógio da Rihanna. E é por isso que a gente vê tanto nos filmes a estória de algum astronauta que vai pro espaço e quando volta, jovem do mesmo jeito do que quando saiu da Terra, descobre que toda sua família já envelheceu e morreu.

Uma coisa que também foi definida graças à teoria da relatividade foi a gravidade. Antes ela era considerada somente a relação entre as massas. Mas, quando até as massas passam a ser relativas, a relação entre elas também vai ser, não? Então a gravidade funciona assim: coisas muito pesadas fazem, por exemplo, o tempo passar mais devagar. Elas “curvam” o espaço-tempo, como se fosse uma bola num lençol esticado. Essa “curva” é que é a gravidade. O espaço, nesse contexto, é encurtado – então, por exemplo, um carro andando a 80% da velocidade da luz, pareceria mais curto!

A gente tem isso presente no nosso dia a dia, por exemplo, no GPS. Os satélites que recebem e transmitem as informações precisam ser calibrados levando em consideração que estão mais distantes do centro da Terra, e se movem a uma velocidade super rápida. Logo, pra ver a locação em tempo real de uma coisa, é preciso todo um cálculo pra que a informação que ele dá seja realmente no nosso tempo real aqui no chão.

Thais Bakker
  • Colaboradora de Cinema & TV

Thais tem 20 anos e estuda Relações Internacionais e Filosofia. Se sente bem estranha se apresentando, por isso pagou uma coxinha a quem escrevesse isto por ela. Essa pessoa também achou relevante mencionar que ela reclama mais do que o socialmente aceitável.

Verônica Montezuma
  • Colaboradora de Tech & Games
  • Audiovisual

Verônica, 24 anos, estuda cinema no Rio de Janeiro. Gosta de fazer bolos, biscoitos e doces, e é um unicórnio nas horas vagas.

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