#TimeCapitolina: Apresentação

Devido a um gigantesco estereótipo, quando ouvimos a palavra esporte, já franzimos a testa, fazemos cara de tédio e pensamos “bom, agora é hora de ir porque esse assunto não é comigo”. Pode admitir, você faz isso. Eu fazia isso. Todo mundo faz.

É pensando nisso que nesta nova coluna, de um novo ano da Capitolina, nós vamos mostrar pra você como esporte pode ser muito mais do que aquilo que estamos acostumados a ver e aquilo para o qual somos direcionados sem ter nenhum tipo de poder.

Nossa equipe, composta por Bárbara Carneiro, Camila Paula, Carolina Walliter, Duds Saldanha, Georgia Santana, Giulia Fernandes e Luiza Vilela, vai escrever toda quinta-feira sobre os esportes que você gosta, os esportes que você talvez ainda não conheça, e mostrar a todas as minas que eu, você, nós, Marta, Fabi, e muitas outras, jogamos no mesmo time!

Bárbara Carneiro:

Quando eu preciso fazer algum tipo de apresentação, já me bate aquele sete a um, uma certa estranheza e ansiedade. Escrevo sobre esportes como completa amadora – e amante também. Às vezes acho que o gosto que tenho de acompanhar esportes é, de alguma forma, relacionada a ver beleza em momentos diferentes, além, claro, da emoção e daquela segurada na respiração com o próximo lance. (Mas será que vale aproveitar o espaço para se vangloriar da época em que meus grandes feitos nos esportes foram em Damas, Queimada e Biribol, na época da escola?). Aqui na Capitolina, embora a seção esteja surgindo agora, já escrevi sobre a proibição do futebol feminino, o roller derby e os melhores momentos da Copa do Mundo de Futebol que rolou esse ano no Canadá. Apresentação feita, podemos ir para o apito inicial?

Camila Paula:

Eu tinha provavelmente uns 5 anos de idade e fui convidada para uma festinha da escola. Qual era o tema? Clube de Regatas Flamengo. Neste dia eu coloquei uma camisa com a grande frase “uh, tererê, sou Flamengo até morrer” e desde então sigo esse lema, mesmo com o Flamengo me fazendo passar por cada sofrimento, que olha, desnecessário. Filha de pais entusiastas de esportes olímpicos, eu sempre me emociono com basicamente qualquer competição e me deleito na catarse que é se entregar na torcida por atletas e equipes. Depositar a sua disposição, paixão, coração em algo que está além do seu poder de decisão faz parte de ser um apaixonado por esportes. Quer algo mais mágico para escrever sobre do que isso?

Carolina Walliter:

Minha relação com esportes começou ainda criança: fiz natação, ginástica olímpica, joguei no time de handebol do colégio, e catimbei umas bolas com meus primos e amigos. Nunca fui uma exímia atleta, mas sempre curti a catarse que os jogos proporcionam para a gente. Contudo, o futebol é a modalidade que ganhou meu coração, tanto nas arquibancadas rubro-negras do Maracanã, quanto de um jeito bem nerd: como objeto de estudo através das Ciências Sociais. Junto com o time da Capitolina, pretendo compartilhar com todas vocês como o futebol não é apenas “ópio do povo”, mas também uma lente de aumento poderosíssima que nos ajuda a entender um pouco mais dessa “festa estranha com gente esquisita” que é viver na sociedade brasileira.

Duds Saldanha:

Esportes sempre fizeram parte das minhas lembranças mais gostosas e, embora eu não tenha idade pra ter presenciado todas as nossas vitórias em Copas do Mundo, parece que a emoção faz parte do inconsciente coletivo. Antes que eu pudesse controlar, estava torcendo para toda e qualquer modalidade que vestisse o verde e o amarelo com o mesmo afinco, e em pouco tempo, outras cores também. Embora hoje eu só pratique yôga, a pequena Duds se orgulha das participações escolares de handebol, basquete e xadrez. Poder levantar a bandeira das mulheres no esporte é uma honra e um orgulho – talvez até maior do que aquele que quem nasce, vive e morre no Santos pode ter.

Georgia Santana:

Apesar de ter feito natação na escola e tentado jogar vôlei quando adolescente, minha experiência com esportes é mais assistindo do que praticando. Não sou boa em nenhum esporte e meu senso de coletividade não é lá dos melhores, pois um bichinho chamado competitividade me morde toda vez que alguém menciona a palavra ‘jogo’ perto de mim. Acaba que minhas maiores experiências são assistindo a jogos na TV. E é muito fácil me prender. A não ser que seja beisebol ou esportes de luta, eu consigo assistir a qualquer competição de qualquer coisa de qualquer país e até escolho pra quem torcer, numa fração de segundos.

Giulia Fernandes:

Foi difícil achar uma resposta concreta quando parei para refletir sobre início da minha paixão pelo esporte. Eu poderia seguir um viés romântico e dizer que tudo começou quando nasci no bairro que viu a primeira partida de futebol do Brasil – sinto muito Charles Miller –, mas eu não estaria dizendo a verdade; nem todo banguense gosta de futebol e eu só soube da história quando já gostava de frequentar estádios. Se tivesse que datar o meu amor, diria que o namoro começou depois da minha primeira vez num estádio de verdade. Lembro de ficar encantada com a energia da multidão, nunca tinha visto nada parecido. De lá pra cá, o relacionamento evoluiu, ficou mais democrático. Descobri que podia acompanhar muitos outros esportes pela TV e que futebol não era só feito por e para homens. Como considero as arquibancadas meu habitat natural, fico aqui torcendo para que a coluna de esportes da Capitolina seja um sucesso.

Luiza Vilela:

Meu pai sempre repetiu à exaustão que “corpo são, mente sã”. E eu concordo – sempre que estou empolgada com algum esporte ou atividade física isso reflete de um jeito bom na minha vida. E olha que eu fui uma criança bem asmática, dessas que não conseguia brincar de pique. Por conta dos problemas respiratórios fiz natação, e por conta da perna torta fiz balé, que acabou se tornando a minha paixão. Mas também já fui praticante assídua de handebol, kickboxing e corrida. Acredito que qualquer problema clareie depois de uma longa e intensa caminhada e assisto absolutamente qualquer esporte que estiver passando na TV, principalmente futebol americano e atletismo.

Ficou curiosa pra mais textos e quer saber tudo o que temos pra falar? Então passa aqui todas as quintas-feiras pra jogar uma partida com a gente! Estamos te esperando!

Bárbara Carneiro
  • Colaboradora de Escola, Vestibular & Profissão
  • Ilustradora
  • Fotógrafa
  • Colaboradora de Esportes

Bárbara Carneiro mora em São Paulo, curte narrativas cíclicas, tem como gosto mais constante a cor amarela e cria um cacto no jardim.

Camila Paula
  • Colaboradora de Esportes

Camila Paula, esses nomes que juntos compõem um nome inusitado que poderia ter sido dado por uma celebridade americana. É jornalista por formação, mas fascinada com todo conteúdo da web, porque mora dentro dela através do usucapião. Flamenguista fiel, entusiasta do vôlei, apaixonada por músicas novas e cultura negra. Principal profissão é a de piadista das redes sociais para conquistar likes. Odeia cebola e sofre bastante com isso, pois o mundo é uma ditadura deste legume.

Carolina Walliter
  • Revisora
  • Colaboradora de Esportes
  • Colaboradora de Literatura

Beatlemaníaca que gosta de sambar diferente com o Molejão, gosta de carnaval e de futebol mais que o recomendado pela OMS. Carioca da gema e cidadã do mundo, tradutora, intérprete, historiadora, mochileira, nômade digital, rabiscadora compulsiva em moleskines (não necessariamente nessa ordem) mas, antes de tudo, uma contadora de histórias, sobre si e sobre os outros. Escreve sobre o cotidiano da tradução em: http://pronoiatradutoria.com/

Duds Saldanha Rosa
  • Coordenadora de Esportes
  • Ilustradora

Duds Saldanha Rosa, 22 anos, bitch with wi-fi, so indie rock is almost an art. Não sou parente nem do Samuel Rosa, nem do Noel Rosa, nem do Carlos Saldanha, mas gostaria de ser. Sou paulista-paraibana, designer, ilustradora e seriadora avídua. Faço yôga para aquecer minha mente e escrevo no Indiretas do Bem para aquecer meu coração. Doutora em ciências ocultas, filosofia dogmática, alquimia charlatônica, biologia dogmática e astrologia eletrônica. Cuidado: femininja e aquário com ascendente em virgem. Você foi avisado.

Georgia Santana
  • Coordenadora de Revisão
  • Colaboradora de Cinema & TV
  • Colaboradora de Esportes

25 anos, do Rio de Janeiro, mas passou a primeira infância em Natal - RN. Estuda Biblioteconomia na UFRJ. Assiste a qualquer tipo de competição esportiva e lê muitas biografias / autobiografias e já chorou de emoção ao comer caldinho de sururu. Odeia barulhos, luz artificial e frio. 90% lufa-lufa, 10% sonserina.

Giulia Fernandes
  • Colaboradora de Cinema & TV
  • Colaboradora de Esportes

Giulia Fernandes, 17 anos, Rio de Janeiro, estudante. Meus interesses são: film noir, batons roxos, criptozoologia, árvores centenárias, garimpar livros e LPs, colecionar caracóis e algumas vezes outras coisas também.

Luiza S. Vilela
  • Coordenadora de Culinária & FVM
  • Colaboradora de Estilo
  • Colaboradora de Esportes
  • Revisora

Luiza S. Vilela tem 28 anos e mora no Rio, mas antes disso nasceu em São Paulo, foi criada em Vitória e viveu uma história de amor com Leeds, na Inglaterra, e outra com Providence, no Estados Unidos. Fez graduação em Letras na PUC-Rio e mestrado em Literatura e Contemporaneidade na mesma instituição. É escritora, tradutora, produtora editorial e acredita no poder da literatura acima de todas as coisas.

Sobre

A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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