1 de setembro de 2014 | Cinema & TV | Texto: | Ilustração:
Trilha sonora da vida: Chico Buarque
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Ilustração: Helena Zelic

Ouço Chico Buarque desde que me conheço por gente, porque meus pais são muito fãs. Posso dizer que nunca liguei muito, porque sempre foi “música ambiente” da minha casa, mas isso mudou no meu primeiro ano do ensino médio, quando um professor disse que, para ele, Chico era o mestre da música brasileira. Parei e pensei: “Chico é aquele cara que meus pais gostam, né? Por que eu nunca dei atenção? Meu professor está dizendo que é bom! Eu preciso ouvir”. Cheguei em casa e coloquei a discografia para baixar e posso dizer que, depois desse dia, minha vida mudou.

Não foi uma mudança drástica. Pelo contrário, foi muito sutil. Pequenas mudanças, na verdade. Passei a fazer minhas próprias escolhas sem medo da opinião dos outros e comecei a fazer coisas que realmente gosto. E, de quebra, meu gosto musical mudou completamente, o que me fez sentir mais “eu mesma”. Sempre tive e sempre terei minhas fases, mas sei que nunca deixarei de gostar das músicas do Chico, pois parecem já fazer parte de mim.

O que mais gosto nas músicas dele é analisar as letras. A cada vez que eu escuto, uma interpretação diferente sobre o que está sendo cantado surge na minha cabeça, e acho que isso é uma das coisas mais incríveis do mundo. Pra me presentear, então, não tem erro: é só me dar um disco do Chico e eu fico radiante. Sendo assim, vê-lo tocar ao vivo é um dos meus maiores sonhos, e espero que se realize logo.

Domenica Morvillo
  • Colaboradora de Artes
  • Colaboradora de Cinema & TV & Música

Domenica tem 18 anos e mora no interior de São Paulo, de onde sempre foi louca para sair. Não sabe bem o que quer da vida e às vezes tem vontade de largar tudo e se mudar para Tóquio. Gosta muito de ler, escutar música e conversar.

  • Ana Letícia Deolindo

    Meu maior sonho também. <3

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A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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