17 de junho de 2017 | Se Liga | Texto: | Ilustração: Sarah Roque
Tudo e Todas as Coisas
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O filme Tudo e todas as coisas estreia nesse fim de semana. Baseado no best-seller homônimo, o longa metragem conta a história de Madeline (Amandla Stenberg), uma jovem de 18 anos portadora da Síndrome da Imunodeficiência Combinada – distúrbio que incapacita o organismo de combater qualquer vírus ou bactéria.

 

Por causa da doença crônica, a menina vive reclusa dentro de sua casa, que é equipada com filtros de ar e cuidadosamente limpa. As únicas companhias da garota são sua mãe (Anika Noni Rose) – que é também a médica responsável pelo tratamento da síndrome – e sua enfermeira, Carla (Ana de la Reguera).

 

A protagonista leva uma vida pacata até que Olly (Nick Robinson) se muda, junto com sua família, para a casa ao lado. Os dois começam a se comunicar pela internet, despertando em Madeline um grande desejo de experienciar a paixão e o mundo do lado de fora. Tudo e todas as coisas é uma história sobre amor, companheirismo e coragem.

 

 

Protagonismo negro em cena

 

O filme é fruto de um processo criativo repleto de artistas negras inspiradoras. A direção fica a cargo da cineasta canadense Sthella Maghie, cujo primeiro filme, Jean of the Joneses, foi lançado ano passado, exibido no South by Southwest Film Festival.

 

Além de Sthella, Tudo e todas as coisas conta com a interpretação de Anika Noni Rose, no papel de Pauline, mãe de Madeline. A atriz e cantora é conhecida por protagonizar o musical Dreamgirls, ao lado de Beyoncé e Jamie Foxx, além de dublar a voz da Tiana em A Princesa e o Sapo. É destaque também o trabalho da atriz não-binária Amandla Stenberg, famosa por sua interpretação carismática no primeiro filme da saga Jogos Vorazes.

 

“Tudo e todas as coisas”, o best-seller

 

O livro que deu origem ao filme foi escrito pela autora jamaicana Nicola Yoon. Sendo esta sua primeira obra, a publicação alcançou sucesso de vendas e foi eleita pelo The New York Times a melhor novela para jovens adultos.

 

Enquanto, no filme, Madeline é interpretada por Amandla Steinberg, na novela, a autora descreve a personagem como uma menina de cabelos volumosos e olhos puxados. “Eu escrevi esse livro para minha filha, que é “um mix” de mim (uma mulher jamaicana americana) e meu marido (um homem japonês americano). Sua herança [genética e cultural] é parte do que ela [a filha] é, mas não sua totalidade.”, diz a escritora.

 

Vale ressaltar que o marido de Nicola, David Yoon, é responsável pelas ilustrações tanto do livro quanto dos cartazes promocionais do longa metragem. Juntos, os dois fazem parte da organização We Need Diverse Books (Nós precisamos de livros com diversidade, em tradução livre), grupo que reivindica a inclusão de mais personagens LGBT, especiais e provenientes de minorias raciais e religiosas nas publicações voltadas para o público infanto-juvenil.

 

“Eu realmente acho importante que todos possam se enxergar como heróis de uma história. (…) Histórias são tão importantes, especialmente para pessoas jovens. Elas ajudam a moldar a maneira como nos percebemos no mundo e nos ajudam a descobrir quem somos e o que podemos alcançar”, ressalta Nicola Yoon.

 

Tudo e todas as coisas é uma narrativa sensível e romântica, capaz de inspirar pessoas de todas as idades a expandir horizontes e superar limites. E aí, quem viu o filme? Conta pra gente o que achou! 

Ayodele Gathoni
  • Colaboradora de Artes

Ayodele Gathoni tem uns 20 e poucos anos e mora no Rio de Janeiro. Gosta de ver desenho animado, rodar bambolê e confeccionar licores artesanais.

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A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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