6 de novembro de 2015 | Culinária & FVM | Texto: | Ilustração:
Turbine o som do seu celular sem gastar dinheiro

Acontece toda semana: você marca com seus amigos de estudar/fazer trabalho/ver série/encontrar na praça e termina todo mundo mostrando vídeos e/ou músicas no celular, possivelmente dançando. Se não acontece toda semana deveria acontecer, então já sugiro logo: encontre com os amigos pra dançar sempre que puder. Não resolve todos os problemas, mas resolve muitos.

Só que: nem sempre existe à disposição um sistema de som no qual plugar o seu querido, insubstituível e indispensável celular. Pode ser que vocês estejam na rua, pode ser que vocês estejam na praia, pode ser que vocês estejam na fazenda e ninguém tenha um dock sem fio pra levar (até porque esses brinquedos são caros, né?).

Mas não criemos pânico. Dá pra fazer alguma coisa pela sua festinha improvisada. Nunca vou esquecer a primeira vez que alguém pegou o celular e enfiou dentro de um copo vazio, com a saída de som virada pra baixo. GENTE! NÃO É MAGIA É TECNOLOGIA!

Mentira, é ciência mesmo. O formato cônico ou esférico de algumas bugigangas que temos em casa ajuda a amplificar as ondas sonoras que saem do seu celular. Então eu resolvi testar alguns dos objetos/combinações mais famosos e fazer um ranking pra vocês. Bóra?

Vamos precisar de

1.materiais

1– Copo

O mais simples, o mais universal. Eu testei com dois tamanhos: um mais curto e um enorme, que na verdade é de fazer caipirinha, e no qual o celular cabia por inteiro. Se levarmos em conta o nível de dificuldade ZERO e os resultados, diria que é o melhor custo-benefício. Faz uma diferença notável e não leva dois segundos pra fazer. Pelo que eu senti, o copo mais alto é um tiquinho melhor. Mas bem pouco mesmo. Veredito:

2.copo 3.copo.alto

2 – Tigela

Outro dia tive uma longa discussão com um amigo sobre qual a era diferença entre tigela e bowl, e se no caso havia diferença. Eu chamaria isso da foto de bowl, mas meu amigo me convenceu de que é uma tigela. Ele acha que bowl é a palavra em inglês pra coisa, enquanto eu acho que bowl é um tipo específico de tigela, e que não há tradução para a palavra. Mas divago. Risos. A tigela dá no mesmo do copo em termos de amplificação. Acho cool que as tigelas geralmente têm designs mais legais, então você fica com um som mais bonito (não foi o meu caso, mas pode ser o seu). O que ela perde em praticidade – é maior e portanto mais difícil de colocar na bolsa e não tem em todos os lugares – ela ganha em charme. Veredito:

4.tigela

3 – Rolo de papel higiênico mais copos descartáveis

Olha, pela quantidade de imagens e tutoriais que eu vi deste amplificador, tinha certeza de que ele seria melhor que o copo sozinho. Não é, gente. Dá na mesma em termos de som, e dá muito mais trabalho de fazer. Ok que mesmo assim o trabalho é pouco, eu fiz em 10 minutos, e que se você decorar direitinho depois, pintando o rolo e coisas do tipo, ele pode ficar bem bacaninha. Mas sei lá, entre ele e os copos ou a tigela eu fico com estes últimos. Veredito:

5.papel.hig.mais.copo

4 – Rolo de papel toalha

Migas, we have a winner! Achei que o som ficou beeem mais grave. E, apesar de não ser tão simples quanto o copo, também é nível zero de dificuldade. Eu não decorei, mas também é bem fácil de decorar. Você pode dar um nome pro seu amp, vai ficar fofo. E olha, funciona mesmo. Veredito:

6.rolo.de.papel.toalha

5 – Copo descartável + suporte de copo descartável.

Mé, não curti. Primeiro porque achei o suporte meio chatinho de fazer – demorou pra eu achar a “profundidade” correta, que desse equilíbrio ao de cima, e eu achei que o som amplificou normal. Ele tem um design simpático e compacto, e isso conta pontos, mas não me surpreendeu e nem é o melhor custo benefício.

7.copo.mais.suporte

É isso, migas. Não deixem que a falta de som acabe com uma festinha dançante improvisada.

8.veredito

Aproveito pra largar aqui a música que eu usei pra fazer os testes. É a minha atual música pra ferver na pista com as amigas (a letra é tão fofa que eu perdoo a apropriação cultural no clipe). Dançam comigo?

Luiza S. Vilela
  • Coordenadora de Culinária & FVM
  • Colaboradora de Estilo
  • Colaboradora de Esportes
  • Revisora

Luiza S. Vilela tem 28 anos e mora no Rio, mas antes disso nasceu em São Paulo, foi criada em Vitória e viveu uma história de amor com Leeds, na Inglaterra, e outra com Providence, no Estados Unidos. Fez graduação em Letras na PUC-Rio e mestrado em Literatura e Contemporaneidade na mesma instituição. É escritora, tradutora, produtora editorial e acredita no poder da literatura acima de todas as coisas.

Sobre

A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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