9 de novembro de 2014 | Edição #8 | Texto: | Ilustração:
Videogame e movimento

Videogame é cheio de movimento: enquanto você está sentada na frente da tela sua personagem corre, pula, voa. Então ao invés de falar dessa movimentação “clássica” que a gente já espera encontrar eu fiz uma seleção de jogos que experienciam o movimento de um jeito bem diferente (sem Wii ou Kinect).

Jogada de Cabelo (O Fim dos Gestos Autênticos), uma escultura cinética do artista Mike Flemming

Jogada de Cabelo (O Fim dos Gestos Autênticos), uma escultura cinética do artista Mike Flemming. fonte

Super Hexagon

Com movimentos mínimos e extremamente precisos, você guia uma seta através de um labirinto geométrico que se mexe – e mexe muito. É daqueles jogos impossíveis nos primeiros cinco, dez, quinze minutos, seu corpo precisa entrar em sintonia com a máquina para que funcione. A trilha sonora e o visual minimalista retrô coloridão são marca registrada do Terry Cavanagh, um desenvolver indie em quem vale a pena prestar atenção. É incrivelmente imersivo e vai fazer seu cérebro derreter. P.S.: o protótipo do jogo, Hexagon, é, pasme, mais difícil ainda.

Zen Bound

É bem… inusitado. É um jogo tátil onde você enrola uma corda ao redor de esculturas de madeira. As amarrações vão dando cor às esculturas e seu objetivo é tingir a peça inteira, o desafio é o comprimento limitado da corda. É especialmente legal jogar no touch screen, dá quase para sentir os nós atados. A mecânica do jogo é impecável e a proposta de movimento bastante inovadora.

FOTONICA

Esse é um jogo ação initerrupta onde você corre, corre, corre, corre até 225km por hora! Os gráficos trazem à tona as grids (o “esqueleto”) escondidas por baixo de tudo o que se move na animação digital.

Mini Metro

Mini Metro, ao contrário do Zen Bound, é óbvio. Você é responsável por desenhar linhas de metrô conectando as estações e manter a cidade em movimento e a população feliz. É um quebra-cabeça estratégico minimalista e uma gracinha (e dá pra jogar no celular enquanto você pega o metrô)!

TRAUMA

Aqui você se move através de lembranças e fotografias de uma mulher que recém sofreu um acidente e acordou no hospital. É uma experiência delicada, melancólica e talvez até um pouco aterrorizante sobre a essência do ser humano e nossas emoções. Se você gosta de dramas, filmes ou livros, que vão fundo, dá uma chance aos games e vai fundo.

And Yet It Moves

Tem movimento até no nome! Aqui você, além de mover o personagem, tem o poder de literalmente virar o mundo de cabeça para baixo. Tem um visual lindíssimo em papel e papelão e é um dos meus jogos prediletos!

Carolina Stary
  • Ex-colaboradora de Tech & Games

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