16 de setembro de 2014 | Ano 1, Edição #6 | Texto: | Ilustração:
Que mocinha que nada! Eu gosto mesmo é das vilãs
Ilustração: Helena Zelic.

Ilustração: Helena Zelic.

Aprendemos a torcer pelas pessoas boazinhas, pelas heroínas e pelos heróis. Mas de vez em quando, alguma coisa acontece e nós nos vemos encantadas justamente por quem deveríamos estar torcendo contra… Os vilões. Ou, nesse caso, as vilãs.

Então vai ter Top 10 de vilãs sim. Reclamando, tem Top 20.

10. Lauren (Faking It)

O vilanismo: A maravilhosa Lauren é quase que o meu motivo principal para assistir a série (só atrás da Amy, minha rainha salvadora). Ela é manipuladora, histérica, patricinha, maldosa, e vai destruir você se você entrar no caminho dela.

O outro lado: …ela também faria de tudo pra proteger o melhor amigo, e sinceramente construiu uma amizade com a mãe da Amy. Awn? Não, Lauren, isso é fraqueza! Por isso você está no décimo lugar.

9. Cruella de Vil (101 Dálmatas)

O vilanismo: Absolutamente majestosa, usa um batom vermelho como ninguém, e por mais que o Michael Clifford do 5 Seconds of Summer queira desesperadamente competir, ninguém consegue ter esse penteado como ela. Cruella é cruel. Ela odeia cachorrinhos, também é histérica e manipuladora.

O outro lado: Quer dizer, ela se obcecou por filhotinhos, e mesmo assim não conseguiu assassiná-los para seus casacos de pele. Vish, amiga, ‘cê já viu dias melhores.

8. Regina Mills (Once Upon a Time)

O vilanismo: Tentando não dar spoilers pra quem pretende ver a série, basta dizer que a Regina é o tipo de vilã que entende que alguns sacrifícios (alheios) são precisos quando se tem um bem maior (o seu) envolvido. Ela pode não ser histérica como as outras duas, mas merece crescer na lista porque, além de ter poderes mágicos, ela ainda tem o poder de ferrar com a vida de uma cidade inteira constantemente. You go, girl.

O outro lado: Ela ama pra caramba o filho adotado, que é possivelmente uma das crianças mais chatas da TV. Amor é fraqueza. Beba o sangue dele e cresça – quer dizer, oi? Ficou tudo meio nublado aqui por um segundo.

7. Carminha (Avenida Brasil)

O vilanismo: Vamos falar de novela brasileira, vamos falar de Carminha. Gente, essa mulher é baixa. Ela manda a Rita pra um lixão, trai o marido sob o próprio teto, e ainda se faz de sonsa enquanto está ferrando com a vida de todo mundo. Fofa, né?

O outro lado: Eu juro que vou ter que dar um jeito dessas vilãs não serem permitidas a terem filhos. Não tão tragicamente quanto com a Regina – já que a Regina perde várias chances de ser incrivelmente maldosa por causa do amor ao filho – mas a Carminha sofre do mesmo mal de querer o melhor pro filho, Jorginho. Meh.

6. Helena (Orphan Black)

O vilanismo: Tecnicamente, a Helena não é uma vilã. Mas ela é tão assustadora e louca que vale estar no sexto lugar. Assassinato? Moleza. Experiências com diferentes cultos perigosos? De boa. Acesso a armas aparentemente ilimitado? Pelo amor de Deus, é óbvio que sim. Ela é tão bizarra que acaba ganhando meu coração mais que vilãs propriamente ditas, que fazem o mal por fazer o mal.

O outro lado: Ela não é uma vilã, infelizmente. Tem aquela coisa chata –sentimentos — e aquela outra coisa mais chata ainda — laços de amor. Helena, we could have had it all.

5. Nazaré (Senhora do Destino)

O vilanismo: Tirem as tesouras de perto, que essa aqui é doida. Roubou a criança recém-nascida da Senhora do Destino, manda beijo no espelho se chamando de gostosa — nada de mais em ela saber a verdade — e acha armas de fogo pouco práticas. Empurrar da escada é muito mais legal.

O outro lado: Por mais assustadora que ela seja, não conseguiu acabar com a chata da senhora do ZZZZ.

4. Regina George (Meninas Malvadas)

O vilanismo: A sensacional Regina George não entende porque você tá, tipo, tão obcecada por ela. Exceto, é óbvio que ela entende. Ela é a pessoa mais maldosa em nível colegial dessa lista. Enquanto ela manipula amigas e inimigas, Beijinho no Ombro toca de fundo.

O outro lado: cara, você foi passada para trás pela Cady. Nós estávamos todas torcendo por você!!!!

3. Paola Bracho (A Usurpadora)

O vilanismo: Trair o Carlos Daniel em absolutamente todas as chances possíveis foi só uma escolha básica. Embebedar a vovó Piedade foi, no mínimo, uma atitude coerente. Gastar o dinheiro da fábrica pros próprios interesses e considerar isso tão normal — temos necessidades! – que é o que a faz tão encantadoramente assustadora. Dinheiro primeiro, pessoas (coisa chata essa de pessoas) depois.

O outro lado: Custava ter dado um tiro na cabeça da Paulina quando ela começou a ser um pé no saco? Eu vou contar isso como uma fraqueza. Gata, você podia ser minha #1.

2. Olivia Godfrey (Hemlock Grove)

O vilanismo: A vilã mais recente dessa lista que não perdoa nada, nem família (e ela gosta de manter tudo entre família, também). Para não dar spoilers da série, o que eu posso dizer é que ela curte escolher com quem as pessoas ficam. Não existe muito essa coisa de livre arbítrio se a Olivia está por perto. Ela vai fazer todas as pessoas em volta dançarem como ela quiser, mesmo que isso envolva assassinato, sedução, e, hm, lavagem cerebral?

O outro lado: Ela está tão desesperada para manter a linhagem da família viva que acaba desenvolvendo essa coisa super ridícula de sentimentos de vez em quando. (Mas tudo bem, ela ainda é aterrorizante.)

1. Bellatrix Lestrange (Harry Potter)

O vilanismo: Eu tenho uma teoria que é de que quanto mais psicopata a pessoa, mais fácil é de ela ser má. A Bellatrix é um caso de insanidade aguda. Ela é tão ruim, mas tão ruim, que provavelmente considera Avada Kedavra um feitiço mais simples que Wingardium Leviosa. Bellatrix consegue ser pior que a Olivia, o que é… chocante. Da próxima vez que alguém sair cantando por aí — e rindo, achando super legal — que matou um parente, atravesse a rua para o outro lado. E saia correndo. Gritando. Implorando pela sua vida.

O outro lado: Que mané outro lado? Ela é 500% maldade.

Minhas queridas vilãs, melhor sorte da próxima vez. E vocês? Gostam de vilãs também?

Gabriela Martins
  • Colaboradora de Cinema & TV

Apaixonada por seriados, escrever e dar aula. Estudante de letras, professora de inglês, escritora amadora enquanto um agente literário não se apaixona e diz que ela é tudo que sempre sonhou. Acredita veementemente na capacidade de cada um de salvar o mundo, e tem uma metáfora capa de super-heroína que veste mentalmente em situações difíceis.

  • léo costa

    faltou a malévola! ):

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