6 de junho de 2015 | Relacionamentos & Sexo | Texto: | Ilustração: Hanna Seabra
[SÉRIE VISIBILIZAR] Demissexualidade.
Ilustra: Hanna Seabra.

Começamos a série “Visibilizar” na coluna de Relacionamentos & Sexo, falando sobre bissexualidade  e, nessa semana, vamos falar sobre demissexualidade. Pensei muito nos últimos dois meses sobre como escreveria esse texto, se faria de maneira mais geral, técnica e impessoal, ou se falaria de mim e da minha experiência com o tema. Depois de muitos rascunhos, optei por uma mistura das duas coisas, apresentando o tema de maneira geral, mas também falando da minha relação com ele, pois, participando de grupos online para outras pessoas que também se identificam como demissexuais, percebi que a minha experiência pessoal com essa categoria é muito parecida com a de todas as outras pessoas que se manifestaram. Por mais que a minha vivência seja só minha, foi muito importante para a construção desse aspecto da minha identidade ver que outras pessoas se sentem assim também.

Mas vamos para início: o que geleias é demissexualidade? Não, não são pessoas que só sentem atração sexual pela Demi Lovato (ouvi essa em 90% das vezes que tentei falar sobre o assunto). Demissexualidade, em poucas palavras, é só sentir atração sexual quando há uma conexão emocional e/ou intelectual e/ou psicológica com a outra pessoa.

A demissexualidade é uma das categorias presentes na chamada área cinza, isto é, o espaço (imagine uma escala) entre os assexuais (que merecem uma sessão de visibilidade à parte) e os alosexuais. São consideradas assexuais pessoas que não possuem interesse em sexo ou sentem repulsa por sexo, enquanto as alosexuais são aquelas passíveis de se sentirem atraídas sexualmente por qualquer pessoa (o considerado “normal”, dentro dos padrões). Não quer dizer que alosexuais vão sair por aí querendo transar com qualquer um e todo mundo; quer dizer apenas que são pessoas capazes de sentir atração física sexual independente de outros fatores, como é o emocional para demissexuais.

Daqui em diante, vou dividir esse texto em sessões dedicadas a rebater os comentários e explicar as dúvidas que nós demissexuais ouvimos com mais frequência.

 

“Ah, mas todo mundo é assim. Sexo com amor é muito melhor!”

 

Só que não é todo mundo assim. Normalmente, quando escuto essa, é que eu vejo mesmo que a pessoa não entendeu nada — e aí me questiono sobre se é mesmo possível ser compreendida quanto a isso por alguém que não se identifique dessa maneira também.  O que precisa ser colocado aqui é que, para demissexuais, a atração sexual é POSTERIOR e DEPENDENTE de conexão emocional/intelectual/psicológica. Sabe quando você tá numa festa, aí você vê uma pessoa atraente, vai lá e fica com ela (e às vezes pega contato pra poder se ver de novo)? Então, eu não. Demissexuais podem até ver a pessoa na festa e achá-la fisicamente atraente, mas isso acaba se bastando como uma observação estética.

Para demissexuais chegarem a de fato ter vontade de algo físico, é preciso conhecer primeiro. O grau de conhecimento varia: algumas pessoas demi precisam de meses até conseguirem desenvolver uma conexão profunda ao ponto de conseguir lhes despertar vontade de contato físico; outras conseguem desenvolver isso mais rapidamente. Mas observe: o quanto você precisa conhecer uma pessoa para se sentir à vontade com ela vai de cada um — algumas pessoas são mais extrovertidas, outras são mais fechadas e por aí vai —; isso não tem a ver com a demissexualidade em si. O que tem a ver com a demissexualidade é que a relação física só vai ser desejada quando a pessoa demi já estiver sentindo a tal conexão, seja no tempo que for que isso levar pra se desenvolver.

Acontece que, como hoje em dia é muito comum ficar primeiro e conhecer depois, é muito comum também uma pessoa demissexual ficar um tempão sozinha. Também é muito comum acabar ficando com desconhecidos e desconhecidas em festas ou se envolver fisicamente sem ter uma conexão emocional/intelectual/psicológica numa tentativa de desenvolver isso ou de “ser normal” (aspas aqui, porque não tem nada de anormal em ser diferente do que é considerado normal, ou seja, aquilo que se encaixa nos padrões sociais). Pela minha própria experiência e pelos relatos que tenho lido, isso resulta em arrependimento, desconforto e até repulsa. Resumão: sem conexão, não tem tesão, ok?

 

“Masturbação não rola, então?”

 

Para algumas pessoas demissexuais sim, para outras não. No caso do sim, é muito simples, precisamos apenas diferenciar duas coisas: desejo sexual e atração sexual. A pessoa demi que se masturba tem desejo sexual como qualquer alosexual, o que não tem é pessoa por quem ela sinta atração sexual para que chegue a ter vontade de se relacionar sexualmente. Igualmente, dentro de um relacionamento, a pessoa demissexual pode sentir vontade de transar o tempo todo, já que tem ali a conexão necessária para tal. O desejo não depende necessariamente dessa orientação.

 

“Mas então você não sente prazer físico nenhum ficando/transando com alguém sem envolvimento?”

 

É possível o corpo responder, então, é possível a experiência ser fisicamente prazerosa. A diferença é que a pessoa demissexual não vai ter vontade de chegar a isso ou pode desenvolver repulsa posteriormente. Também é muito comum simplesmente não sentir nada. Isso também acontece com assexuais.

 

“Então você é só careta e pudica.”

 

Não. Uma coisa é não se relacionar fisicamente com pessoas com quem não temos intimidade por causa de questões morais ou religiosas; outra é simplesmente não ter vontade de fazer isso. Reprimir a sexualidade dos outros, a frequência com que outras pessoas fazem sexo e a quantidade de pessoas com quem elas se relacionam também não tem nada a ver com demissexualidade.

 

“De que maneira isso é diferente do que sempre foi ensinado às mulheres e esperado do comportamento delas?”

 

É verdade que, em uma sociedade patriarcal, certos comportamentos são ensinados às mulheres e, no contexto de relacionamentos e sexualidade, espera-se que a mulher não tenha muitos parceiros (uso no masculino, porque a homossexualidade nem entra em pauta nesses estereótipos) e, no caso de chegar a fazer sexo, não pode ser com alguém que acabou de conhecer ou algo assim. Enquanto,  tradicionalmente, para o homem, a sexualidade é encorajada, para a mulher, ela deve estar relacionada ao amor, e fica mal vista uma mulher que tenha o mesmo comportamento sexual que é ensinado aos homens. No entanto, volto à mesma questão do item anterior: ser demissexual e não sentir desejo sexual por pessoas que pouco conhecemos é diferente de reprimir um desejo sexual e escolher não se relacionar sexualmente nesses contextos.

 

“Como é que você sabe que isso não é só um bloqueio psicológico que você precisa superar?” / “Será que você não é só reprimida?”

 

Sendo bem sincera, não tem como ter certeza de nada. Pessoalmente, não me considero nem um pouco reprimida e, por isso, esse questionamento não faz sentido pra mim. No entanto, já conversei com outras pessoas que não sabem se são demissexuais, assexuais ou se só cresceram com muita repressão e aí não conseguem lidar muito bem com sexo. A questão aqui, a meu ver, é se você está bem com isso ou não. Se você não se comporta como o esperado dos padrões sociais e se sente mal por isso, talvez seja uma boa ideia procurar terapia e tentar se entender melhor. Se você está de boa, seja feliz. Ninguém tem nada a ver com a sua sexualidade, isso é você quem pode identificar.

 

“Você está sendo muito exigente. / Você precisa se abrir mais pro mundo. / Você precisa tentar ambientes diferentes. / Você precisa tentar com pessoas diferentes de você.”

 

Acho que toda pessoa demissexual já ouviu — e ouve — essas frases. Elas costumam ser ditas por família e gente que se importa, de maneira geral. O problema é que, por mais bem-intencionadas que essas frases sejam, elas partem de duas premissas implícitas: 1) sua vida afetiva-sexual é um fracasso e 2) esse fracasso é culpa sua. Em um mundo em que o padrão é a alosexualidade, se você se comporta de maneira um pouco diferente, as pessoas entendem que tem algo de errado com você e, sendo suas amigas, tentam te ajudar a superar isso. São frases bastante condescendentes e, muitas vezes, só pioram as coisas, porque aí, você vai lá e tenta ser menos exigente e começa a aceitar coisas que não fazem bem a ninguém. Você tenta ambientes diferentes e se sente mais estranha ainda. Você tenta ficar com “pessoas diferentes de você” e fica desesperada pra voltar pra casa e ver Netflix. Você tenta ficar com pessoas aleatórias e se arrepende. Até que você conclui que não tem nada de errado com você, você só não funciona dessa maneira padrão que as pessoas esperam, e tudo bem.

 

“Como uma pessoa descobre que é demissexual?”

 

Pela vivência, pela experiência em relacionamentos, interesses, paixonites, contextos de atração física e por tudo aquilo descrito no tópico acima. No meu caso pessoal, há uma série de coisas que sempre soube a meu respeito, como, por exemplo, a percepção de que só me sinto atraída fisicamente quando gosto da pessoa. Se tenho algum tipo de afinidade com a pessoa, isso pode se transformar em atração física, mas atração física por si só é algo que não existe pra mim. Mas eu nunca tinha ouvido falar de demissexualidade, então, achava só que eu era esquisita. Até que, um dia, uma capitolina veio comentar no nosso grupo de chat. Quando fui ler sobre o assunto, acabei me identificando com tudo. Normalmente, não curto muito categorias, mas foi a primeira vez que me senti abraçada — e não confinada — por uma.

 

“Demissexual é uma orientação? Dá pra ser demi e hétero? Demi e homo?”

 

Dá. Não existe muito um consenso sobre a demissexualidade ser uma orientação ou outra coisa. Algumas pessoas consideram como orientação, outras não. A demissexualidade — assim como a assexualidade e também a alossexualidade — diz respeito à “frequência” sexual, e não a com quem se faz sexo. Uma vez estabelecida a relação, a pessoa demissexual pode ser homo/ hétero/ bi/ panromântica… Por exemplo, eu poderia dizer que sou demissexual heterromântica (imagina o sucesso que essa definição não iria fazer nos apps de pegação). Significaria que eu me relaciono com homens e que isso se dá dentro daqueles limites já explicados da demissexualidade. Desse modo, também é possível ser demissexual e homo, ser demissexual e não fazer distinção de gênero, e por aí vai.

 

“A pessoa nasce e morre demissexual?”

 

SEI LÁ. Acredito que a sexualidade é fluida e resultante de um misto de biologia e construção social. Se ela é fluida, ela pode mudar em algum momento, o que não quer dizer que seja possível mudá-la voluntariamente. Já tive comportamento não condizente com a demissexualidade, mas não me vejo como outra coisa que não demissexual. Então, SEI LÁ. Adoraria saber das histórias de vocês, me mandem e-mails.

 

“Demissexualidade é mimimi de hétero querendo poder dizer que é oprimido.” 

 

Claro, porque ser oprimido é um privilégio, né? Não, gente. Até porque o tipo de opressão que demissexuais sofrem é MUITO DIFERENTE do tipo de opressão que pessoas homo ou trans sofrem. Enquanto a homofobia e a transfobia, por exemplo, são muito marcadas na nossa sociedade e matam pessoas diariamente, demissexuais só são atingidos pelo apagamento, o que é outro tipo de dor. E nos leva ao próximo item.

 

“Isso não existe.”

 

Aí você, que passou a sua vida se achando esquisita, diferente, tendo um monte de dificuldades que nem você entendia, finalmente lê uns textos na internet e descobre que o que você sente tem nome: demissexualidade. Você se sente compreendida, acolhida, deixa de achar que é um ET. Feliz, você resolve compartilhar com os/as amiguinhos/as. Aí escuta uma dessas. Isso é, no mínimo, insensível. E acontece muito, não só com isso, mas com tudo na vida: a pessoa não entende porque não faz parte da realidade dela, logo, é inválido. Isso desanima demais e dá vontade de deixar pra lá, tipo, já me acham esquisita mesmo, que diferença faz eu ficar explicando? Mas isso perde o básico: empatia. As outras pessoas não precisam entender, elas só precisam respeitar. E isso inclui não silenciar e aceitar. É chato demais ficar se explicando sobre algo que, pra você, soa tão natural. Você, que começou essa historinha deixando de se sentir ET, volta a se sentir ET, só que mais do que se sentia antes.

Para finalizar, se você leu isso aqui tudo e se identificou como demissexual, saiba que não tem nada de errado com você e que faz muito bem ser honesta com você mesma! Quanto a lidar com a falta de compreensão das pessoas, lembre-se sempre de que a única pessoa que vai viver a sua vida e lidar com as consequências de quaisquer escolhas que você fizer é VOCÊ. Então, seja sempre respeitosa com você mesma. Nada de ficar tentando ser quem não é para tentar se encaixar em moldes que não te fazem bem nenhum.

É muito difícil encontrar material em português sobre isso, e a assexualidade e a área cinza são tão invisibilizadas, que, normalmente, vêm tudo no mesmo pacote. Deixo aqui uns links em português dedicados a esses assuntos:

Sobre o Cinza

Assexualidade

Fórum Assexual

 

Laura Pires
  • Colaboradora de Relacionamentos & Sexo
  • Vlogger

Usa seu vício em séries e Facebook como inspiração para os textos, para a vida e para puxar assunto com os outros. Adora ouvir histórias e conversar sobre gênero, sexualidade, amor e relações amorosas – gosta tanto desses temas que deu até um jeito de fazer mestrado nisso. É professora de inglês, cantora e pianista amadora de YouTube, fala muito, ri de tudo e escreve porque precisa. Ama: pessoas e queijo. Detesta: que gritem.

  • luna love(s)kills

    parabéns pelo texto, laura :) isso é TÃO importante.

  • Leonardo Oliveira

    Querida Laura, eu acho que jamais comentei em nenhum dos artigos maravilhosos que li na Internet. O termo me chamou a atenção pela minha curiosidade exagerada e qual foi minha surpresa quando eu super me identifiquei com o conteúdo.

    Embora eu seja muito crítico em relação ao excesso de criação de identidades, creio que elas têm um papel fundamental que nos ajuda a organizar as emoções internamente.

    Eu me senti exatamente assim: acolhido, amado e compreendido na inteireza da minha essência.

    Muito obrigado pelo texto! Lindíssimo!

    Beijos grandes!

  • L

    Gente, obrigada! <3 me identifiquei com cada palavra do texto, estou tão feliz de saber que tem gente que me entende (sou dessas que se achava um ET) que acho que vou mandar esse artigo pra todo mundo que eu conheço

  • Paloma

    CARACA!! Me identifiquei!! Tava conversando com um amigo meu sobre isso umas semanas atrás e eu achava que o problema era comigo. Pena que na sociedade imediatista que vivemos hoje, você esperar conhecer a pessoa primeiro para depois desenvolver algo é perder a oportunidade de ter algo com aquela pessoa, justamente pela pessoa não entender esse seu lado.

  • Tabbys Macedo

    Sobre a demissexualidade durar para sempre ou não, gente é algo totalmente fluido, você pode deixar ou não de ser ou acabar virando um dia, só nunca encanem, sexualidade não é uma rocha fixa no chão.

  • Yan SANTOS

    KKKK sou assexual e me super identifico com isso , já ouvi muitas das frases acima , claro que como assexual e arromantico as frases são mais ofensivas mas concordo totalmente com o que disse

  • Gabi Vallu

    “porque
    aí, você vai lá e tenta ser menos exigente e começa a aceitar coisas
    que não fazem bem a ninguém. Você tenta ambientes diferentes e se sente
    mais estranha ainda. Você tenta ficar com “pessoas diferentes de você” e
    fica desesperada pra voltar pra casa e ver Netflix. Você tenta ficar
    com pessoas aleatórias e se arrepende. Até que você conclui que não tem
    nada de errado com você, você só não funciona dessa maneira padrão que
    as pessoas esperam, e tudo bem.”

    exato.
    hehe, pois é né… eu hj em dia nem gosto de deixar as pessoas saberem
    que eu nunca namorei ou fiquei com menos pessoas na vida que os dedos da
    minha mão..já ouvi mt coisa e já me senti mega mal, quase deprê…. hj
    em dia acho até graça, temos mais o q fazer da vida né. a nossa sociedade foca mt em paixâo e amor romântico, como se fossem essenciais pra alguém ser feliz. e não é mesmo. existem mts outros tipos de de amor que são até mais importantes pra gnt viver feliz.

  • Andréa De Almeida

    Primeiro artigo que comento. nunca gostei de me definir como algo. mas, sim, eu não me sinto mais um et. Obrigada. foi esclarecedor :)
    vou buscar mais sobre e me sinto mais feliz pq agora posso dizer a mamis que não sou frígida ou assexuada como ela pensa, e eu, até minutos atrás também achava.

  • Carine Ribeiro

    Cara, eu fiquei besta de “esbarrar” em algum texto sobre demissexualidade! Sempre que tentava saber mais a respeito, precisava procurar bastante!
    Eu me lembro que assim que me identifiquei com a Demissexualidade, expliquei a alguns amigos meus e eles disseram que “finalmente eu fazia sentido”. ^^’
    E é basicamente essa a sensação de ler um texto assim: Eu finalmente faço algum sentido ^^
    Visibilidade importa ^^

  • Estela

    “a percepção de que só me sinto atraída fisicamente quando gosto da pessoa.”
    Engraçado, é isso e ao mesmo tempo diferente comigo. Eu não consigo achar alguém bonito/a quando não gosto da pessoa. Estou pensando se a frase na afirmativa me contempla também.

    Honestamente, eu não me identifiquei tanto de cara, apesar de detestar ficar com pessoas aleatórias em festas. Mas nunca refleti sobre por que isso acontecia comigo. Acho que tentando me identificar com demissexual, na realidade estarei tentando me encaixar em algum lugar, me fazer pertencer a algo. Coisa que nunca sinto.

    Mas muito legal ler sobre o assunto! Amo essa série visibilizar :) Parabéns pelo texto!!

  • Helena

    Adorei :)

  • Bia

    Acho que nunca me identifiquei tanto com algo! Sabe, algumas vezes eu achava que tinha sérios problemas. Eu sempre fui o tipo de pessoa que ficava com quem queria e quando queria, mas apenas para dizer que tinha mais um na lista e ninguém me encher o saco. Eram pessoas aleatórias e tudo era tão horrível que eu fugia segundos depois, e sempre achava que o problema era comigo. Mas sempre foi diferente nas poucas vezes em que eu tive algo com pessoas que eu tinha alguma espécie de conexão. Na verdade, é muito normal eu me sentir atraída por garotos que eu tenho conexão emocional ou intelectual. O que não acontece quando eu não conheço a pessoa, mesmo que a ache muito bonita.
    A melhor parte disso é que, demissexual ou não, eu não me sinto mais um et, ou esquisita, ou frígida . Obrigada por isso.

  • Michelle Sudario

    Nossa que interessante. É a primeira vez que leio sobre isso e fiquei aliviada. Realmente é um pouco complicado explicar para as pessoas que VC não curte esse negócio de beijar no primeiro encontro e ficar por ficar. Tanto que fui beijar apenas aos 22. Até hoje as pessoas falam que sou exigente e fica difícil argumentar. Parabéns pela matéria 😉

  • Thais Linhares

    Gente, que massa esse artigo. Curtindo demais poder me aceitar neste setor. Vou explorar os links djá! Valeu pelo texto, super bem elaborado e claríssimo.

  • Alice

    Texto super interessante e incrivelmente bem escrito. Mas fiquei curiosa: a demisexualidade é a única “” categoria “” da área cinza ou existem outras? Um demisexual pode sentir atração física por alguém que só observa, mas não tem contato/ conhece?

  • Anônimo

    CARA, excelente. Eu nasci pra ser estranho, um homem que lê blogs feministas, mas tudo valeu a pena por hoje. Eu já procurei me declarar como assexuado e bissexual, mas nenhuma das duas se encaixava direito comigo, até eu ler esse texto. Eu não sabia que isso existia, mas fico muito feliz de saber que não sou o único

  • Pingback: [SÉRIE VISIBILIZAR] Assexualidade — Capitolina()

  • Beatriz

    Que vontade de trocar todas as revistas pra adolescentes das bancas por Capitolinas <3 Também sou demissexual e ouvir que isso é "frescura" quando tento explicar pra alguém é horrível. É muito bom ver que abordou isso com tanta naturalidade mesmo esse sendo um assunto um pouco complicado ainda. Adoreeei

  • Luiza

    Adorei o texto! Espero ansiosa um do estilo sobre aromânticos!

  • raissa

    Achei esse texto dpor acaso e nunca me identifiquei tanto! Pra mim, ter afinidade, alguma ligação profunda importa MUITO num relacionamento ou qualquer contato físico. Por isso sempre fui tachada como santa ou “parada”.
    Eu simplesmente não consigo associar o fato de ficar com um desconhecido como diversão; é algo muito mais sério. Não consigo nem conversar com pessoas cujas intenções estão bem “claras”. Quando quero conhecer alguém é pelo sentido literal: conhecer, só. E posso levar um bom tempo até ter algum sentimento a mais, o que pra muitos é considerado absurdo.
    Recentemente estive um pouco deprimida, refletindo se era eu a estranha ou não, mas seu texto veio e foi uma luz pra mim. Muito obrigada! ?

  • Luana dias

    Finalmente faz sentido pra mim…
    Tenho passado por certas crises devido a uma sucessão amores não correspondidos. Mas o simples fato de pensar em ir a uma balada a pegar geral me causa PÂNICO. Simplesmente não é pra mim. Agora também entendo porque nunca consegui me sentir atraída por atores ou modelos. Quedizê, os acho lindos, mas sempre me senti estranha por não desmaiar e hiperventilar que nem outras garotas.
    O problema é ficar sozinha, esperando e idealizando alguém por quem você sinta algo especial.

    • Fábio Vidal

      Exatamente como me sinto quando vou numa festa panico. Ja foi pior ai talvez a pratica ajude a deixares de entrar em pânico, isto é, saires mais com as pessoas certas e focareste noutros objetivos. Antes eu ia com o objetivo de encontrar uma rapariga disponivel so para ter sexo porque queria perder a virgindade, tenho 22 anos e continuo virgem, agora vou para estar com os amigos e passar um bom bocado. Neste processo conhecer pessoas faz parte e por isso tenho mudado nesse sentido. Percebo perfeitamente tudo o que disseste.

  • Maria Lúcia Rigon

    Obrigada pelo texto! Me senti infinitamente compreendida :3
    Espero que mais pessoas consigam se identificar e parar de se reprimirem, achando que tem algo de errado com elas.
    Muito amor pra vocês <3

  • Audrey Mariano

    A melhor coisa pra mim foi achar a demissexualidade há mais ou menos 1 ano atrás. De repente,tudo na minha breve experiência romântica fez sentido. As pessoas são muito mente fechada sobre isso. As reações são sempre as mesmas. Acham que eu sou insegura e tô achando desculpa pra me esconder. Acham que eu sou puritana do tipo que só vai pros finalmentes quando casar. Ou acham que eu tô mentindo pra pagar de romântica. A maioria das pessoas da minha idade ou mais novas do que eu acham UÓ eu nunca ter ficado/beijado/pego alguém só pelo hu3. Que quando eu digo que consigo,sim,sentir atração estética,mas me sinto extremamente desconfortável com a idéia de trocar contato físico com alguém que não conheço só pelo calor do momento, estou sendo frescurenta. Mas não. Eu PRECISO dessa conexão. Eu preciso estar apaixonada. Eu preciso conhecer essa pessoa por no minimo uns 6 meses,mas nos únicos 3 contatos amorosos da minha vida,já conhecia há anos. Eu preciso confiar. Preciso poder me abrir,preciso me sentir compreendida e bem cuidada. As pessoas te pressionam demais. Acham que porque você não teve mil namorados ou peguetes você é triste. Que a falta de frequência sexual faz de você um fracasso. Que por eu não beber,nem fumar,nem nunca ter usado nada pra ficar doida,mais ainda esse fator só provam que eu sou uma pessoa de 80 anos presa no corpo de 21. Mas não. Eu não me orgulho por ser assim,mas também não acho errado. Essa sou eu. E apesar de isso acarretar em muito tempo de solidão que as vezes pode ser dolorida… quando você acha alguém pra colorir o seu dia,é uma das coisas mais gostosas que existem na vida. Acho que ser demi é viver na base do 8 ou 80.

  • Nivia Fernandes

    Finalmente, um texto que retrata a série de explicações desnecessárias que faço para todos quando tento justificar meu total desinteresse em pessoas que não conheço. Infelizmente, a maioria acaba virando amigo e não quer saber de mim depois. Mas é um risco que aprendi a aceitar, porque quando tentei sair do padrão acabei me arrependendo bastante.
    Nunca me senti obrigada a ser igual aos outros nesse ponto e sair com vários caras diferentes curtindo aquilo, minha única frustração mesmo é a coleção de amigos que acabo tendo sem que eles consigam olhar pra mim de outra forma.
    Muito obrigada por escrever sobre o assunto, não imaginava que uma definição pra isso existisse! =D Parabéns!

  • Juliana Castelli

    Obrigada por escrever esse texto e fazer com que eu me entendesse! Eu nunca me respeitei e sempre tentei mudar isso em mim, me achava anormal mesmo e isso só me trazia sofrimento. Mesmo que eu nao encontre ninguém que me ame assim, começo a me amar de verdade agora. Muito obrigada. ?

  • Taís Rodrigues

    Oi, me identifiquei com cada linha. Essa categoria me abraçou de forma tão respeitosa e compreensiva. Não me confinou, me sinto mais livre. Já sabia da categoria, mas cada vez que leio sobre me sinto mais eu mesma e mais forte. Abç!

  • Natália Farkatt

    MEU DEUS EU TO CHORANDO, eu sempre me achei muito esquisita pq esse texto sou 100% eu. Todo mundo dizia que eu era exigente demais, chata demais, vou morrer sozinha etc mas porra é um saco vc ter que sair e o povo ficar te empurrando homem como se vc tivesse obrigação de ficar com alguém sempre que sai de casa.

    “Você tenta ambientes diferentes e se sente mais estranha ainda. Você tenta ficar com “pessoas diferentes de você” e fica desesperada pra voltar pra casa e ver Netflix. Você tenta ficar com pessoas aleatórias e se arrepende.”

    SIM SIM E SIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIM

  • Elis Costa

    Pela primeira vez, desconstruo uma autoimagem negativa para me sentir, ao contrário, empoderada. MUITO obrigada.

  • Ana

    Que texto maravilhoso, super completo! Apesar de ser assexual (do extremo do espectro mesmo) já ouvi muitas dessas perguntas e suas respostas foram ótimas.
    Só queria fazer uma pequena observação: você definiu assexuais como pessoas que “não possuem interesse em sexo ou sentem repulsa por sexo”, mas sugeriria definir como “pessoas que não sentem atração sexual”. Primeiramente, porque a comunidade assexual inclui pessoas (peço perdão pelo uso dos termos em inglês) sex-neutral, sex-repulsed/sex-aversed, mas também pessoas sex-positive, ou seja, que podem ter interesse em sexo e/ou serem sexualmente ativas. Em segundo lugar, porque se trata de uma orientação sexual, ou seja, a quem se dirige a atração sexual, que, para assexuais, é ninguém.

  • nicolau munhox

    eu achava q era anormal

  • Débora Suemi Shimabukuro Casim

    O texto foi bem esclarecedor. Eu me identifiquei bastante e, como você disse: pela primeira vez me senti abraçada em vez de confinada por uma categoria. Obrigada pelo texto, e parabéns! Que você possa continuar inspirando e acolhendo as pessoas com as suas palavras :)

  • Wândria Coelho

    Aí eu estava acompanhando uma discussão num grupo, quando uma menina fala que é demissexual, fiquei com um puta ponto de interrogação e fui pesquisar o que era… mal sabia eu que acabaria me encaixando nisso tudo! kkkkkkkkkkk…
    Eu era tida como certinha/santinha simplesmente pq não ficava com ngm que eu não tinha sentimentos, só tentei uma vez beijar um garoto e não senti NADA, depois ficou aquele arrependimento.
    Sou casada, mas até conhecer meu marido eu tinha beijado apenas 3 garotos, sendo que dois deles eu era amiga deles antes e chegamos a namorar (o outro foi o cara que me arrependi).
    Não sabia nem que existia um nome pra isso, de fato interessante! Eu sempre pensava: gente, como essas meninas conseguem ir pra balada e beijar vários caras sem nunca ter visto antes na vida? Aí fui tentar uma vez pra nunca mais, foi bem horrível!

  • Bruna Menon

    Por acaso uma conhecida compartilhou esse texto no facebook e quando li um termo diferente na timeline resolvi abrir e ler para saber do que se tratava. Nunca antes havia lido ou ouvido a respeito da demissexualidade, não sabia que isso existia, nem mesmo a palavra demissexualidade. Mas onde quero chegar é no seguinte: num acaso li esse texto hoje e muitas coisas se esclareceram na minha vida, é como se agora eu soubesse entender e justificar as decisões e escolhas que faço, é como se eu começasse a me conhecer e entender porque eu conduzo as coisas de um jeito diferente. Pode ser que eu seja apenas reprimida, mas esse texto surgiu como uma luz no fundo do túnel, independente de eu poder ser ou não (e desconfio que sou) demissexual.. já me sinto melhor por saber que existem muitas outras pessoas como eu, além de agora saber por onde procurar mais respostas. Obrigada Laura!!!

  • Kevin

    ai que linda! <3 sempre quando me perguntam sobre minha orientação fico sem saber o que dizer as vezes ate digo que sou bi, pra não ter que ficar explicando e por vergonha da reação da pessoa, só as pessoas mais intimas sabem, pq ja fui ridicualizado por isso, e diminuido com pessoas dizendo que eu queria ser "diferentão" e por aí vai…

  • Lucianna Rodrigues

    Me senti abraçada!

  • Raquel Fernandes Wagner

    Esse texto sintetiza exatamente o que eu sinto e não sabia expor pra mim mesma. Minha caminhada pra terceira década de existência será diferente a partir de agora. Obrigada por compartilhar.

  • Ale

    Maravilha!!!!Me identifiquei completamente! Como todos aqui, me sentia A ESTRANHA… rsrsrs Já achei que a razão de ser assim era por ser aquariana! kkkkkkkkkkkkk

  • Amanda

    Caralhooo melhor texto que eu ja li sobre o assunto. Acho que foi tão perfeitamente bom porque foi justamente uma pessoa Demi que escreveu sobre o assunto. Eu me identifiquei o texto todo, e como você e o comentário abaixo disseram, eu me senti abraçada. Obrigada por esse texto. Vou até salvar aqui. Beijos <3

  • Jessica

    Texto perfeito! Mais esclarecedor que ele impossível, me senti muito compreendida! ❤

  • Ana

    Que grupo (chat) é esse citado ?

    • http://www.revistacapitolina.com.br/ Revista Capitolina

      Oi Ana, é um grupo pessoal entre amigas :)

  • Flávio Monteiro

    Muito bom o texto! Finalmente entendi o que é ser Demissexual. Em outros blogs que li antes de chegar aqui, ficava meio que comum classificar o Demissexual como Assexual, mas aqui esclareceu-se tudo para mim. Obrigado!

  • Matheus Andrade

    Eu queria te agradecer por ter escrito esse texto, depois de 20 anos finalmente me senti acolhido por uma orientação
    Sempre foi muito difícil pra mim ver os meus amigos tendo relacionamentos e eu nunca, sempre esperando a pessoa certa pra eu amar plenamente, mas agora vi que não há problema nisso
    Muito obrigado, do fundo do meu coração 😀

  • Pingback: Como descobri que sou bisexual e o quê voce tem a ver com isso | Captain's Log: Um suburbano nas terras da rainha()

  • Rejane Cruz

    Nosssa, esse post foi perfeito pra mim..sempre me achei estranha por querer conhecer alguém antes de me envolver sexualmente. Sempre me senti mal por ficar com alguém por influencia e não pq queria.Escuto até hj muitos comentários chatos do tipo: Vc escolhe demais, Precisa sair mais,Vai acabar ficando sozinha por ser exigente.
    Agora tudo faz sentindo pra mim e não sinto que tenho problemas psicológicos…sou Demissexual. ahhaha Obrigada pelo post!

  • Mary Leite

    Que texto maravilhoso! A minha relação com a demissexualidade não é exatamente pessoal. Bom, amo escrever. Desde sempre. Mas nunca publiquei nada. Bem, é um hobbie. Há alguns anos desenvolvi um conto em que o protagonista é assexual e me debrucei sobre o assunto, vindo a descobrir depois essa multiplicidade de possibilidades sexuais. Acabei descobrindo que o meu personagem não era assexual, mas demissexual e cá estou eu pesquisando mais para “resgatar” a história do Alan com propriedade. O seu texto é muito esclarecedor, Laura, e a mescla entre informações científicas com experiências pessoais deu um tom muito sensível. Parabéns!

  • Lily

    Faz pouco tempo que descobri que sou demissexual e foi através de uma amiga. Um dia ela ouviu minhas queixas de que eu me achava esquisita por não me encaixar nesse padrão. Eu simplesmente não conseguia sair pegando desconhecidos em uma festa e me sentir “ok” por isso. Li uns textos que ela me mandou com explicações bem gerais sobre o assunto e Wow! Achei meu lugar na terra! Ainda não consigo falar abertamente com a maioria dos meus amigos(as) sobre isso por medo, mas me sinto bem melhor depois de descobrir o que se passava comigo. :)

  • Michele Melo

    Entendi profundamente… Ainda não achei minha definição real do q sou. Enfim, mas encontrei um parâmetro de conhecimento. Bem é verdade q não importa mais. Sou casada, namorei, casei c ele. Só um namoro antes c outra pessoa. Mas qdo penso se me separasse eu iria me envolver com outra pessoa, me dá asco; realmente nojo! kkk Tem q ter algo cósmico/metafórico/incrível em ser assim. E sou assim, fazer o q?

  • Ste

    Menina, eu acabei de descobrir esse termo e achei seu post numa pesquisa no google. Preciso te agradecer por esse texto, esclareceu muita coisa e me senti totalmente abraçada. Obrigada!

  • Carol

    Acabei de ler e sinceramente, estou quase chorando..

    Porque finalmente pude me entender. Durante muito tempo, achei que tinha algum defeito ou algo assim – principalmente, por não conseguir me concentrar na pessoas e após a “ficada”, me sentir mal. Por conta disso, passei muito tempo sozinha. Já me chamaram de difícil, de frígida, de fria, de exigente.. E eu sempre me sentia mal, porque achava que o problema era comigo.

    Hoje, depois de uma vida amorosa “desastrada” (incluindo, com um namorado, pelo qual, eu não tinha o mínimo desejo sexual) estou noiva. Mas só foi possível depois de muito tempo, com muitas pessoas achando que eu estava o “enrolando”/”cozinhando”. Demoramos para namorar e a mesma coisa para noivar.
    Mas estou feliz, porque eu realmente o amo e sei que ele também me ama (e respeita/sempre respeitou meu posicionamento, como mais importante).

    Muito obrigada, por me fazer sentir acolhida e ver que eu não estou sozinha <3

  • Islla

    Gente, ha algumas semanas atrás falava com um amigo sobre isso, simplesmente nao consigo sentir atração por quem nao gosto ou por quem nao tenho um envolvimento intelectual, ficava perguntando a ele porque sou assim..Todo mundo sai pras festas ficam umas com as outras e eu nunca tive desejo disso. Mas sabe qual a pior parte no meu caso? Dificilmente eu gosto ou me envolvo com alguém, e pra deixar bem claro, meus desejos sexuais sao bem aflorados mas nao tem com quem eu manter relações, justamente por essa condição de demisexualidade, o que causa uma certa frustração. Estou feliz agora em saber que isso tem um nome , sei la, e que outras pessoas são assim também.

  • Max Denvir

    Laura, você me dá um abraço? <3
    Quero levar uma cópia do texto no bolso para dar para quem me encher o saco por não ser """"normal"""". Sério, muito obrigado por escrever o texto.

  • Bruna

    Acho que qualquer coisa que eu vá dizer já foi dita, mas eu gostaria de deixar um comentário assim mesmo. Li a respeito da demissexualidade no twitter e quando procurei a respeito, a sua página foi a primeira a aparecer. Confesso que quando li os “resumos” no google fiquei ainda mais curiosa a respeito do assunto e, agora que terminei o seu texto, posso dizer que me identifico com todos os aspectos. Acreditava que a repulsa que eu sentia podia ter alguma conexão com a minha orientação, que é algo que estou explorando um pouco mais. Porém, a exploração dessa área está seguindo no meu ritmo e, por muitas vezes, me senti mal por estar indo tão devagar. Mas, agora entendo que que o ato do sexo em si não é a única coisa que me atrai e, agora, tenho argumentos para tal coisa. Muito obrigada por proporcionar esse esclarecimento. Que a força esteja com você.

  • Dani

    Parabéns pelo post! Incrível me sentir menos diferente, embora cada indivíduo seja único, por exemplo, assim como uma pessoa demisexual pode não ser hétero, ou gay, ou bi, ou asexuada ou alosexual como vc disse, uma pessoa pode tbm ser demisexual mas ter muita empatia e facilidade em fazer conexões, logo, ser demisexual não tem necessariamente a ver com transar com pouca frequência, mas sim em transas que dependem de uma conexcao indiferente da aparência, mas é possível que essas conexões sejam sim intensas, prazeirosas, frequentes e com múltiplos parceiros, só se permitir conhecer as pessoas com mais tolerância.

  • veri

    sem querer vim parar aq, e era tudo que eu precisa ouvir, ja achei q fosse assexuada, ja ouvi minhas amigas dizendo q nao pode q eu só pódia ser lésbica má não sinto nd por mulheres assexuada tb nao pq sinto tração por homens, tao bom descobrir q não sou um ET, me forcei a perder minha virgindade por pressao “dazamiga” e não aguentava mais os blá blá blá fiquei com uma pessoa q sabia q nunca mais ia ver na vida e me arrependi óbvio; sempre me forcei a tipo passar o rodo na balada p entrar nos padrões q não tem nada a ver cmg, e eu realmente não sinto nada quando tô com alguém q não tenho uma conexao e nunca tinha entendido pq mt bom saber que não sou maluca, ou q nunca vou ter uma vida sexual

  • L

    Achei o texto muito bom, mas fiquei ainda mais confusa comigo :( Eu meio que me identifiquei só com a metade (ou talvez não tenha entendido muito bem) e não sei se é só por causa da timidez. Mas enfim, ficou ótimo;;)

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A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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