16 de agosto de 2014 | Relacionamentos & Sexo | Texto: | Ilustração:
Não gosto de falar sobre sexo, e daí?
Ilustração de Isadora Marília

Ilustração de Isadora Marília

Muita gente (não todo mundo) faz, muita gente gosta e quase todo mundo sabe como funciona – mas muita gente não gosta de falar sobre sexo.

Tem pessoas que não gostam de falar sobre sexo porque é tabu. Outras porque nunca fizeram, fizeram pouco ou, se fizeram, não gostaram. Talvez alguém não goste de falar sobre sexo porque não se sinta a vontade em falar sobre algo que ,para a maioria das pessoas, é feita entre quatro paredes. As vezes a auto estima da pessoa impeça que ela se abra sobre o que causa e não causa prazer. Ou tem gente que não gosta de falar sobre sexo simplesmente porque não tem vontade de falar sobre o assunto.

A verdade é que não gostar de falar sobre sexo não é um problema. O problema é encarar sexo como uma coisa suja, proibida e pecaminosa – o que não é. Evitar o dialogo sobre sexo pode levar à falta de informação – esta falta de informação pode causar insegurança. Insegurança sobre sexo é problemática quando nos leva a fazer coisas que não nos deixam à vontade ou coisas que não temos certeza se devemos fazer. Mas isso não quer dizer que temos que conversar sobre sexo – apenas que é importante existir a liberdade de se informar sobre o assunto.

O único problema de não gostar de falar sobre sexo é acabar não falando com duas pessoas importantes para a nossa saúde sexual: a pessoa que nos relacionamso e nosso médico ou médica. O dialógo com a pessoa parceira nos ajuda a desenvolver a relação sexual conforme nossos gostos. Não é conversando que a gente dá um jeitinho? Transar é assim: precisamos falar o que nos dá prazer e o que não rola, para não acabar passando por sufoco, por traumas, pra não irmos além de nossos próprios limites. Conversar com médicos (especialmente médico ginecologista) é importante por motivos óbvios: temos que estar em dia com exames e manter um acompanhamento preventivo. Talvez não seja fácil desenvolver confiança e fazer confissões com alguém que mal conheço, mas foi conversando com ginecologistas que descobri que coisas que achava estranhas sobre minha anatomia e mestruação, são mega normais.

Conversar com as amigas é diferente. É com elas que trocamos histórias engraçadas, segredos e dicas. Tem menina que conversa sobre o que rolou com um cara semana passada com a mesma facilidade que te conta o que comeu no almoçou. Mas é lógico que nem todo mundo é assim. Quem não gosta de falar de sexo fica na sua – e não tem nenhum problema com isso, nem nisso…, nem naquilo.

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Rebecca Raia
  • Coordenadora de Artes
  • Colaboradora de Relacionamentos & Sexo
  • Coordenadora Editorial

Rebecca Raia é uma das co-fundadoras da Revista Capitolina. Seu emprego dos sonhos seria viajar o mundo visitando todos museus possíveis e escrevendo a respeito. Ela gosta de séries de TV feita para adolescentes e de aconselhar desconhecidos sobre questões afetivas.

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A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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